depois de ser ajudado, ajudar o próximo

11/07/2013 00:30 - Modificado em 11/07/2013 00:30

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAlfredo Cançado, Fefa, classifica o seu passado de álcool e drogas como “muito negativo”, mas conseguiu dar a volta por cima e estar agora numa posição de poder ajudar outros que estão a lutar contra os mesmos problemas. Relembra que teve contacto com drogas aos 14 anos. Mais tarde, já com família constituída, aumentou o vício das drogas. E a família foi-se afastando e relembra: ”Quando a família começou a afastar caí ainda mais”.

 

Mas a família foi o pensamento que levou este cidadão a buscar ajuda para recuperar. “Pensei que tinha algo importante que eram os meus filhos, a minha consciência disse-me que eu tinha de mudar para os meus filhos e se continuasse, talvez não pudesse continuar a viver”, relembra Fefa. A luta para a mudança não se afigurou fácil e, Fefa, até hoje resiste nesta luta que “só é possível com determinação e força de vontade”. E o primeiro passo, como aconselha Fefa, é o de “admitir que se sofre de uma doença e que se precisa de tratamento”.

 

Esse processo de mudança de Fefa já dura há cerca de três anos e com a ajuda do Centro de Atenção Psico-Social Álcool e Drogas (CAPS-ad). “Defino-me como um lutador e, neste momento, vivo com os pés firmes no chão, vivendo um dia de cada vez”, afirma Fefa.

 

A missão de ajudar os outros

 

A oportunidade de frequentar o centro fez com que recebesse convites para palestras para contar a sua história e “levar educação e sensibilização nas zonas”. Hoje é requisitado para falar e diz que está aberto, sempre pronto para ajudar os outros. “Vou para as zonas e falo com as pessoas, as pessoas vêm ter comigo para falar”, com esta afirmação Fefa mostra estar sempre aberto para dar o seu contributo onde for preciso, contando a sua história de vida.

 

Mas, além de ajudar os outros, Fefa tira benefícios deste processo. “E nesse trabalho que faço, sinto a coragem de acreditar que não quero voltar à vida de antes porque tenho uma responsabilidade para com a sociedade”. Essa responsabilidade incentiva-o a ser um modelo para outros que estão a lutar para levarem uma vida sem álcool ou droga.

 

De todo o trabalho feito, a recompensa para Fefa traduz-se na satisfação das pessoas pelo seu trabalho e nas pessoas que vai ajudando.

 

Fefa preenche o seu tempo como voluntário da Cruz Vermelha, no CAPS-ad, e no seu pequeno ateliê, um espaço cedido pela Cruz Vermelha, onde realiza os seus trabalhos de artesanato. Ele sente-se e vive feliz perto dos seus filhos.

  1. Alcides Silva

    Forca Fefa ca bo dezisti lutá ate fim.

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