Assassinato de Armando Rodrigues: Ex-nora diz que o quis roubar e não matar

10/07/2013 07:53 - Modificado em 10/07/2013 07:53

martelo juizO Tribunal da Comarca de São Vicente procedeu ao julgamento de dois cidadãos acusados de terem assassinado o idoso Armando Rodrigues de 77 anos nas imediações da Impena. A ex-nora, Celeste, de 41 anos e o seu amante, Hermes, de 32 anos conhecido por “Djudja” foram acusados do crime de homicídio agravado e roubo.

O caso ocorreu no dia 19 de Setembro de 2012 na residência de Armando Rodrigues, quando os dois arguidos tentaram perpetrar um assalto na sua habitação. Questionados pelo juiz como ocorreram os factos que culminaram na morte do ex-funcionário da Fábrica Sport, “Djudja” sublinhou que na véspera, a ex-nora de Armando disse-lhe que pretendia roubar-lhe dinheiro para pagar algumas despesas.

De acordo com o arguido, no dia 19, por volta das quatro da madrugada, foi ter com Celeste à casa da vítima, uma vez que o companheiro e filho de Armando Rodrigues se ausentou da casa nesse período para iniciar mais um dia de trabalho na confecção de pães.

“A Celeste deu-me uma corda para atar a vítima, de modo que os familiares pensassem que fosse um assalto. Só que o roubo ia ocorrer às oito horas, período em que a vítima descia do seu quarto para tomar o pequeno-almoço. Por isso, dormimos no quarto do companheiro da Celeste e, de manhã, ela disse-me para esperar pela vítima na casa de banho”.

Mas a verdade é que o arguido não utilizou a corda, uma vez que ao ver o idoso entrar na casa de banho, desferiu-lhe um soco na nuca. Armando Rodrigues caiu e bateu com as costelas numa banheira e com a cabeça no chão, ficando a sangrar e a chamar pelos filhos.

Por sua vez, a ex-nora da vítima que se encontrava escondida na sala de jantar pediu ao amante que lhe entregasse as chaves do quarto do sogro, que este trazia no bolso. “Djudja” atendeu ao pedido da Celeste e ainda retirou dois anéis e o relógio da vítima.

Questionada pelo Tribunal sobre a sua intenção, Celeste respondeu que “precisava de dinheiro, por isso, montei um plano com o Djudja cuja finalidade era assaltar a vítima. No seu quarto apanhei 20 mil escudos que estavam no bolso de um casaco. Porém, cometemos um erro, porque o roubo culminou numa tragédia e a verdade é que a nossa intenção nunca foi provocar a morte desse cidadão”.

A ex-nora de Armando sublinha que pediu ao comparsa que transportasse a vítima que ainda respirava, da casa de banho situada no rés-do-chão e que a deitasse na sua cama no quarto que fica no primeiro andar.

Depois de colocar o idoso no seu quarto cobriram-no com roupas, repartiram o dinheiro e abandonaram a residência. O juiz questionou a arguida, sobre a razão de esconder do companheiro que tinha assaltado o seu pai, ao que Celeste respondeu que “como ele ficou a respirar pensei que ele recuperou da lesão sofrida e saí para a rua”.

O certo é que a ex-nora de Armando continuou a conviver com o filho deste, que querendo saber do paradeiro da vítima realizou várias diligências junto de familiares e das autoridades. E na noite do dia 19, os filhos de Armando Rodrigues que não tinham acesso ao seu quarto, devido à presença de um portão de ferro cuja chave estava na posse deste, vieram a encontrá-lo sem vida e com algumas lesões no corpo e na cabeça.

Volvidos sete dias, a ex-nora da vítima, que ainda permanecia na casa da vítima e o seu amante foram detidos pela Polícia Judiciária, depois de assumirem a autoria do crime. Sobre as causas da morte de Armando Rodrigues, a autópsia realizada pelas autoridades sanitárias e pela médica legista revelou que o idoso sofreu várias agressões no corpo e na cabeça e que causa da morte foi traumatismo craniano grave e indícios de asfixia.

 

  1. LIMA

    MÃO PESADA SR.DR.JUIZ…E UM DESCANSO NA ALMA DE PAI DE NHA COLEGA DE TROPA ORLANDO…BRODA A JUSTIÇA TARDA + NÃO FALHA E DEUS TT OIA TUDO O K TT PASSA NA NÔS MUNDO….SINCERAMENTE ASSASSINA UM PESSOA POR CAUSA DE 2O CONTO…

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.