Desvio de 12 mil contos: SILMAC quer cúmplices de ex-funcionária no banco dos réus

9/07/2013 00:08 - Modificado em 9/07/2013 00:08

desvio de dinheiroO processo-crime que investiga o caso de uma funcionária que desviou cerca de 12 mil contos na Silmac desembocou numa Audiência Contraditória Preliminar. Jandira Neves, que incorre numa pena de prisão e ainda pode vir a pagar uma indemnização, viu a Silmac requerer a ACP, uma vez que os seus cúmplices do “esquema fraudulento” não foram constituídos como arguidos.

Nesta terça-feira, o Primeiro Juízo Crime da Comarca de São Vicente procede à realização da Audiência Contraditória Preliminar requerida pela empresa Silmac. O NN apurou que a empresa de segurança requereu esse procedimento judicial pelo facto dos cidadãos que participaram no desfalque não estarem inseridos no processo-crime como arguidos.

Com a ACP, a Silmac pretende que o Tribunal impute aos cúmplices da cidadã Jandira Neves a responsabilidade criminal, uma vez que não faziam parte do colectivo da empresa, mas permitiam que o dinheiro desviado da Silmac fosse depositado na própria conta sob a forma de salário pelos serviços prestados à empresa de segurança.

Recorde-se que em Outubro de 2012, o Notícias do Norte trazia à praça pública este caso, de que a funcionária da Silmac estava sob investigação judiciária por suspeitas de desvio de cerca de 12 mil contos da empresa. Por ordem do Juízo Crime, Jandira Neves está interdita de sair do país e tem que fazer uma apresentação periódica às autoridades.

De realçar que finda a fase de instrução, o Ministério Público decidiu que a cidadã deve responder em tribunal pela prática do crime de abuso de confiança e falsificação de documentos. Mas a nível interno, Jandira já sofreu as consequências, porque no âmbito de um processo disciplinar, a Silmac decidiu pelo despedimento por justa causa.

A ex-funcionária é suspeita de ter montado um “esquema fraudulento” de onde extraiu cerca de 12 mil contos, sem que a empresa contratada para fazer a auditoria e os responsáveis da Silmac tivessem detectado “irregularidades graves” na gestão da ex-responsável da área administrativa.

Mas a acção de Jandira Neves pode ter contornos na justiça para além da medida de pena criminal, isto é, apesar do desfalque derivar de uma “falha no processo de controlo das actividades realizadas pelos funcionários da empresa”, pelo seu acto ilícito, o Tribunal pode impor que a arguida restitua o valor à sua ex-empresa.

 

  1. Carlos Ferreira

    Mas em que País vivemos, Que tipo de justiça temos nesta terra! 3 jovens oriundos de Fonte de Inês, pertencentes a famílias vulneráveis, apanhados em flagrante a roubarem na casa de um emigrante são detidos e o Juiz ordena a sua prisão preventiva seguida duma prisão efectiva de um ano. Correcta e justa decisao. Mas a senhora Jandira Neves “desvia” um eufemismo para roubar doze mil contos e como pertence a uma certa classe social (justiça de classe) encontra-se em casa saboreando os seus doze mil contos, com todo o descaramento, e quem sabe com a maleta pronta para dar um saltinho. Só assim se explica que os cidadãos estão perdendo cada vez mais confiança nos serviços de justiça. E tal atitude e comportamento é desastroso para o bom funcionamento da sociedade e suas instituições. Quanto à ultima frase do artigo ” O Tribunal pode impôr que o arguido restitua o valor à sua ex-empresa” nada mais lógico do que tal imposição pois caso contrario será um mau sinal para futuros gananciosos para nao dizer ladroes ainda à solta ou à espera que os serviços de controlo adormecem para darem o golpe. Com tais juízes, com tal justiça, o crime vai continuar a compensar.

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