Proprietária de um bar condenada

9/07/2013 00:03 - Modificado em 9/07/2013 00:03
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cela-prisaoA proprietária de um bar no Centro da Cidade do Mindelo encontrada na posse de estupefacientes em 2011 foi condenada por tráfico de droga. A cidadã foi condenada a um ano de prisão, porém, o juiz decidiu suspender-lhe a pena por dois anos. Mas o magistrado sublinhou que a arguida está a ser vigiada pelas autoridades criminais e que em caso de reincidência, vai ser encaminhada para a prisão.

O Tribunal de São Vicente pronunciou a leitura da sentença de um processo-crime que acusava uma mulher de 38 anos da prática de um crime de tráfico de estupefacientes. A arguida estava a ser investigada pela Polícia Judiciária por suspeita de venda de droga num bar instalado na sua residência.

Durante as diligências, a PJ reuniu indícios de se estar a desenvolver uma actividade criminosa nesse bar, por isso, requereu um mandado de busca nas instâncias judiciais. E durante as buscas, a Polícia Judiciária apreendeu alguns gramas de erva, cocaína, cerca de 28 mil escudos, um “gás pimenta” e instrumentos para confeccionar e armazenar doses de estupefacientes.

A mulher defendeu-se afirmando que a droga encontrada no local seria para consumo próprio mas, para o Tribunal, as provas recolhidas demonstram que a arguida desenvolveu uma actividade de venda de droga no seu bar. “Em matéria de factos, as provas recolhidas durante a investigação revelam que havia venda de droga nesse espaço. Isto é, a PJ nas diligências externas, observou a entrada e saída rápida de pessoas que consumiam estupefacientes. E por outro lado, sendo mulher, a posse de gás pimenta servia para proteger o negócio de possíveis ataques”.

O juiz declarou que a cidadã cometeu um crime de tráfico de droga de menor gravidade e decidiu aplicar-lhe um ano de prisão, mas suspendeu a pena por dois anos. “O Tribunal leva em conta a integração, uma vez que avaliou as consequências do seu comportamento. Volvidos cerca de dois anos, a arguida não teve qualquer problema com a justiça, por isso, a pena mostra-se adequada. A cidadã terá que cumprir a lei, porque tem a sua vida “marcada” por esse processo-crime e, acima de tudo, evitar a reincidência”.

 

 

 

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