Belarmino Lucas: “As empresas privadas em São Vicente enfrentam a ameaça constante do fechar as portas”

8/07/2013 00:10 - Modificado em 8/07/2013 00:10
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belarmino lucasO Presidente da Câmara de Comércio, Indústria Agricultura e Serviços do Barlavento é da opinião que as empresas da ilha do Porto Grande estão marcadas por dificuldades de vária ordem, principalmente no acesso ao crédito. A desaceleração da economia nacional tem levado as empresas desta ilha a enfrentarem a ameaça constante do fechar as portas. Isso, numa altura em que se estabelece o salário mínimo de onze mil escudos quando a maior parte dos empregadores não tem capacidade para corresponder esse valor de remuneração aos seus empregados.

O presidente da Câmara de Comércio, Indústria Agricultura e Serviços do Barlavento afirma que tendo como referência o estudo apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em que os indicadores levam ao abrandamento económico, as previsões não sugerem qualquer aumento salarial. Afinal, ressalva o nosso entrevistado, o aumento salarial nesta área de actividade privada depende da função da capacidade da empresa em gerar receitas. Defende que : ”Em primeiro lugar, o mercado não unificado em relação ao escoamento dos produtos agrícolas e também a limitação do acesso ao crédito faz com que as empresas vivam no limiar da sobrevivência”. Acrescentando que este cenário pinta um “quadro negro” para as empresas do Barlavento.

No entanto, o Governo justifica que para definir o salário mínimo nacional, foram realizados estudos que conduziram a este valor. O recente estudo apresentado pelo Conselho de Concertação Social (CCS) que conta com a assistência técnica da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e que serviu de base para a decisão deste valor aponta que “com o salário mínimo prevê-se que 26% da população activa cabo-verdiana será afectada directamente com uma subida salarial”, reforça a mesma fonte.

E ainda, de acordo com o mesmo estudo, o valor do salário de 11.000$00, implica uma jornada de 8 horas de serviço doméstico prestado ao patronato e, assim, o mesmo é cobrado em todos os sectores da actividade económica. Esta tese teve como base os diferentes aspectos particulares de cada ilha bem como a desigualdade média dos salários nacionais.

 

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