Exército moçambicano ataca base da Renamo

7/07/2013 21:58 - Modificado em 7/07/2013 21:58
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GuerraSegundo o jornal independente A Verdade, houve mortos na operação lançada em Sofala.

 

As autoridades moçambicanas dizem ter atacado este fim-de-semana uma base de antigos rebeldes da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) e destruído cinco dezenas de cabanas em Sofala, no centro de Moçambique, numa operação sem vítimas.

 

Os militares “dispersaram bandidos que acampavam nesta região”, disse o comandante da polícia da província, Joaquim Nido, citado pela rádio estatal. Estes “bandidos”, explicou, são os mesmos que estiveram por trás de vários ataques recentes na estrada que atravessa o país – no dia 21 de Junho, duas pessoas morreram numa emboscada.

 

A Renamo que nega a maioria destes ataques, diz ter resistido às ofensivas de sexta-feira e sábado contra o seu campo, perto da cidade de Muxumgue. O antigo movimento rebelde, agora na oposição política ao Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), afirma ter “morto vários soldados”. O jornal independente A Verdade também garante que a operação em Sofala fez vítimas.

 

Nos últimos meses, vários ataques atribuídos pelo Governo à Renamo mataram polícias e civis. No dia 19 de Junho, o movimento anunciou “uma ofensiva” para “enfraquecer a logística dos que fazem sofrer os moçambicanos” contra a Linha do Sena e a estrada nacional 1 – a Renamo acusa o Governo de desviar para seu proveito as riquezas naturais do país. A multinacional Rio Tinto chegou a suspender a exportação do carvão que explora em Moçambique, devido à instabilidade criada por acções armadas junto à linha férrea.

 

A tensão em Moçambique tem aumentado à medida que as eleições de aproximam. Para Novembro estão previstas municipais e em 2014 presidenciais. O Governo da Frelimo e a Renamo têm mantido conversações, sem resultados visíveis.

 

 

O líder histórico da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmou a semana passada estar disponível para se encontrar com o Presidente, Armando Guebuza. Dhlakama exige mudanças na lei eleitoral e quer que o movimento esteja mais bem representado no Exército.

 

 

publico.pt

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