Familiares de Alice dos Reis querem recuperar os restos mortais para fazer um funeral digno

3/07/2013 01:10 - Modificado em 3/07/2013 01:10

funeralPara a família da cidadã Alice dos Reis, os momentos que vivem desde que “Zezinho Catana” afirmou que a matou e vendeu a sua carne é de sofrimento, angústia e indignação. Isto, devido à forma como a PJ está a realizar as diligências e pela demora na recuperação dos restos mortais que, segundo “Catana”, estão nas imediações da zona de Fernando Pó. Por outro lado, porque certas pessoas transformaram a morte de Alice numa situação de “chacota”.

 

Contactado pelo NotíciasdoNorte, Adilson, filho de Alice dos Reis expressou a sua revolta para com os comentários que os cidadãos fazem na sua presença acerca da suposta venda da carne da sua mãe.

“Há pessoas que não estão a respeitar aquilo que estamos a passar. É preciso ter força ao máximo para não se deixar abalar por comentários injuriosos sobre a qualidade da carne da minha mãe. Condeno a atitude dessas pessoas que tentam perturbar-nos com ironias e rumores acerca do consumo de carne humana, pelo que apelo ao respeito pela vida dessa mulher”.

 

Indignação

O entrevistado assegura que continua a contactar a Polícia Judiciária que até ao momento não apresentou uma resolução para o caso da morte de Alice dos Reis. Adilson defende que a PJ deveria dar aos familiares de Alice a oportunidade de ultrapassar o momento que vivem depois de saberem que esta foi assassinada.

“Informaram-me que Zezinho Catana sublinhou que os restos mortais da minha mãe estão nas imediações da zona de Fernando Pó. Se a sua afirmação é verdadeira, não entendo a razão pela qual a PJ ainda não o trouxe para São Vicente, mesmo que fosse por via de uma acção sigilosa. Penso que se tivéssemos recursos financeiros teríamos uma certeza: os restos mortais de Alice já estariam resgatados e sepultados no cemitério” afirma Adilson.

 

Resolução

Adilson explica que com o passar dos dias, a agonia à volta do paradeiro dos restos mortais da mãe sobe de “tom”, na medida que “quero retirar a minha mãe da situação de indigente, isto porque o seu corpo está algures em São Vicente enterrado de forma bárbara e cruel. Pretendemos recuperar os seus restos mortais para lhe darmos uma sepultura digna”.

O entrevistado conclui dizendo que a demora na descoberta dos restos mortais vai manter vivo o sofrimento que reina no seio dos familiares, uma vez que o corpo de Alice dos Reis se encontra algures num dos bairros da ilha de São Vicente. E espera que a PJ seja “eficaz” e traga “Zezinho Catana”, o quanto antes, para que a “vida de Alice volte a ter o seu valor merecido” e que a família recupere o sossego e a paz por saber que o seu corpo foi “levado à sua última morada”.

  1. muita calma

    Muita calma nestas acusações contra a PJ. Que fique claro que a PJ não tem poder para retirar nenhum recluso da cadeia para transporta-la para onde bem entender. O catana para vir a Mindelo o Juiz tem de autorizar a sua deslocação, o Ministério da Justiça terá de ter verba para custear a deslocação de guardas prisionais e inspectores da PJ para acompanharem e depois de efectuada as diligencias necessárias o devolver nos mesmo moldes para a cedia de São Martinho.

  2. LENA REIS

    SR PJ facil para voce dizer muita calma mas para nos a tristeza continua com dor e muito sofrimento

  3. Emanuel Oliveira

    É preocupante! Os familiares tem de ter muita força e coragem pois nestas situações as coisas não podem ser resolvidas num estalar de dedos. É claro que é comprensível a agonia e o desespero dos familiares, mas contra força não há resistência e este psicopata te mais crimes para serem investigados, logo há que ter muita calma e ser muito inteligente para conseguir arrancar toda a informação dele. Lembremos que se trata de um ser frio e cruel sem respeito pela vida humana. Coragem e meus pesames.

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