O perfil de Alice dos Reis: uma mulher que gostava de viver e respeitar os outros

3/07/2013 01:08 - Modificado em 3/07/2013 01:08
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Alice1O perfil cativante de Alice e a sua disponibilidade para ajudar os outros atraíram Zezinho Catana .O ” monstro” aproveitou-se e segundo a sua confissão matou Alice. Uma pessoa de bom coração , querida e estimada na sua zona. A família nunca suspeitou da “besta ” que ajudou nas buscas e recebeu pêsames pela morte da mulher que diz que matou e esquartejou.

 

Mas afinal quem é Alice dos Reis? Uma mulher de 56 anos que residia na localidade de Fernando Pó e que foi dada como desaparecida no dia 22 de Julho de 2012. Mas que volvidos um ano o seu desaparecimento transformou-se num caso de homicídio. Um caso que a Polícia Judiciária terá que esclarecer, na medida que esta mulher que conviveu com “Zezinho Catana”, homem que através de uma confissão disse tê-la assassinado, esquartejado e vendido a sua carne.

O NotíciasdoNorte procurou conhecer a história de vida de Alice dos Reis, que em 2012 desapareceu sem deixar rastos, e que agora indícios vieram apontar que foi assassinada pelo seu convivente, “Zezinho Catana”.

Segundo o que apurámos, Alice dos Reis nasceu na zona de Fernando Pó, ilha de São Vicente e viveu nessa localidade até ao último dia em que foi vista pelos familiares, 22 de Julho de 2012. Alice trabalhou no Ministério do Desenvolvimento Rural, onde prestava serviços de apoio aos grupos de trabalho do MDR e com a cessação do seu contrato de trabalho passou a receber uma pensão social.

As pessoas que conheceram Alice descrevem-na como “uma pessoa que zelava pela educação dos filhos, cumpridora das normas de trabalho e, acima de tudo, uma mulher que respeitava os outros, tinha amor pelo sentimento de viver e tratava bem os cidadãos que conviviam com ela”.

 

Alice criou seis filhos

 

Alice dos Reis teve seis filhos, sendo que dois viviam com ela numa residência em Fernando Pó. De acordo com a família desta mulher que há cerca de dois anos começou a ter problemas de foro psicológico e a consumir bebidas alcoólicas às “escondidas dos familiares”, Alice era “uma mulher sincera, humilde e inofensiva”.

Para o filho Adilson, a forma de ser da mãe cativava as pessoas e explica que “Zezinho Catana”, quando foi morar em Fernando Pó, nas imediações da casa de Alice soube aproveitar do perfil dessa cidadã que gostava de “ser amiga do seu próximo e apoiá-lo na medida das suas condições”.

Sobre o dia-a-dia desta mulher, cujo paradeiro dos restos mortais continua a ser uma incógnita para os familiares, Adilson sublinha que “nos dias da semana frequentava o Centro de Apoio de Doentes Mentais na Vila Nova e, depois, regressava a casa por volta das 17 horas. Tomava os medicamentos receitados pelo seu médico, às vezes saía para visitar a sua mãe ou conviver com familiares e amigos e, por volta das 20 horas, já se encontrava em casa para dormir”.

Mas o certo é que no dia 22 de Julho, Alice mulher conhecida em Fernando Pó por ser “boa pessoa” não regressou a casa no horário do costume. Com esta situação, os familiares iniciaram as buscas pela zona de Fernando Pó, Ribeira de Craquinha, Horta Seca e várias localidades da ilha de São Vicente.

No dia seguinte, os familiares comunicaram o desaparecimento de Alice e, os vizinhos e amigos, bem como “Zezinho Catana” deram continuidade às buscas, sem que a família desconfiasse que este teria alguma ligação com o desaparecimento de Alice. A maneira de ser desse homem ludibriou as pessoas próximas de Alice, na medida que nos momentos difíceis apresentou-se como “fiel amigo”, não lhes passou pela cabeça que o “autor” da morte dessa cidadã auxiliou nas buscas e esteve a receber pêsames na companhia dos familiares de Alice.

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