Que riscos para a saúde pública?

2/07/2013 00:02 - Modificado em 1/07/2013 23:46
| Comentários fechados em Que riscos para a saúde pública?

transfusaoO número de doadores de sangue no Hospital Baptista de Sousa (HPS) de São Vicente tem aumentado. Se antes os doadores restringiam-se aos familiares que socorriam os seus entes em momentos de maior aflição, hoje há cada vez mais doadores espontâneos a abraçarem a causa. Só em 2012 registou-se um aumento de 121 (com 983) novos doadores comparativamente ao ano de 2011 em que os valores se quedaram pelos 862.

 

Entretanto, muitas são as especulações por parte dos utentes acerca da segurança na colheita e análise do material recolhido dentro dos laboratórios. Uma das questões mais marcantes diz respeito às análises de despistagem do VIH SIDA: “Sempre nos foi dito que o vírus demora cerca de 3 meses, após o contágio, para aparecer nos resultados das análises. Como é feito o teste e até que ponto se pode confiar nas análises laboratoriais visto que só se faz uma única análise de despiste, feita logo após a colheita?”, questiona Maria Ermínia de 33 a quem já foi ministrada uma transfusão sanguínea após um parto complicado.

 

“Não podemos garantir o risco zero”

 

O NN foi clarificar esta questão junto da Direcção dos Serviços de Sangue do HBS. “É o drama de todos os bancos de sangue do mundo. Nós não podemos garantir o risco zero. A segurança dos testes também depende da honestidade dos doadores”, explica a directora dos Serviços de Sangue do HBS, Conceição Pinto que salienta, no entanto, não existirem até hoje em Cabo Verde casos de portadores do vírus, adquiridos por transfusão sanguínea.

 

A segurança está no tipo de reagente utilizado

 

Pelo que o NN apurou, o reagente utilizado para efectuar esse tipo de análises é diferente do reagente utilizado nos demais laboratórios das clínicas e delegacias de saúde. “Este reagente permite detectar o vírus mesmo que a pessoa tenha sido contaminada num curto espaço de tempo. Ao contrário do reagente utilizado nos outros laboratórios que só conseguem detectar anticorpos e, normalmente, os anticorpos só são detectados após um período de 2 a 3 meses”, assevera Pinto. Para além disso, salienta o rigor com que o processo tem vindo a ser feito com os possíveis doadores através dos questionários e de todo o acompanhamento que é dado a essas pessoas, de forma a assegurar que elas estejam conscientes da própria responsabilidade para com os receptores do próprio sangue.

 

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.