Álcool no trabalho: quando a instituição se transforma num gabinete de psicologia

28/06/2013 00:07 - Modificado em 28/06/2013 00:00

alcool2A problemática do consumo do álcool durante o horário de serviço tem gerado constrangimentos no funcionamento de instituições públicas e privadas. Na maioria das situações, os casos estão a ser mantidos em sigilo. O certo é que as chefias passaram a exercer o papel de psicólogo e, quando o consumo do álcool fala mais alto, a suspensão temporária bate à porta. E quando o trabalhador lida na condução de veículos… aí é que o perigo está à espreita.

 

O NN apurou que o alcoolismo continua a ser um problema social que afecta a sociedade cabo-verdiana e que as autoridades e empresas mantêm uma própria luta na procura de uma estratégia de intervenção para mudar o rumo da situação. Mas ao que parece, as campanhas de sensibilização têm sido insuficientes para controlar o vício dos cidadãos que encontraram no álcool uma forma de vencerem as adversidades da vida ou um sentido de prazer.

Para além dos prejuízos familiares e sociais, o abuso do álcool está a afectar a vida profissional de cidadãos que colocaram nas mãos dos administradores do seu local de trabalho um problema com um “rótulo complexo”, onde o não tratamento de forma célere pode criar transtornos no funcionamento da instituição.

Este online sabe que na ilha de São Vicente, o problema do consumo do álcool no local de trabalho continua a ser um assunto interdito ao domínio público, não só para salvaguardar a imagem da instituição, mas também do funcionário em causa. Por ser um problema de foro especial, as chefias tendem a resolver a situação dentro da área de serviço, como nos asseguram alguns administradores com quem o NN conversou e que pedem anonimato.

 

Luta

“Temos a noção que o consumo do álcool tem consequências negativas no local de trabalho e que se traduz, por exemplo, em quebras de produção e qualidade do serviço, conflitos entre colegas e culminam em procedimentos disciplinares que muitas vezes determinam a suspensão temporária do funcionário ou cortes no seu salário. Esta problemática continua a ser um problema interno que deve ser combatido da melhor forma, para evitar que continue a ter repercussões negativas no sector da eficiência e da qualidade do serviço” explicam os entrevistados.

Os administradores asseguram que alguns funcionários tiveram acompanhamento psicológico, mas há quem já tenha sido submetido a tratamento hospitalar. Mas o NN sabe que várias instituições mantêm uma luta acesa, missão que impõe algumas dificuldades, cujo objectivo é eliminar esse problema no seio da classe, pelo que, estão à procura de melhores soluções para combater o vício do álcool que muitas vezes leva os funcionários a faltarem ao trabalho.

 

  1. Figueiral

    Ainda jovem fui funcionário publico em Cabo Verde em algumas Ilhas no tempo colonial. Mas não me lembro nenhuma vez de ter abandonado o posto de trabalho para ir assentar num café ou lugar semelhante. Alias financeiramente não era possível pois os salários não eram tão elevados e a corrupção que também existia mas em muito menor escala era apenas reservada a um pequeno grupo com influencia. Também após a independência os salários não são tão elevados mas a possibilidade de aumenta-los foi mais alargada não se limitando apenas a um ou outro funcionário com influencia. Portanto a corrupção alargou-se a todos os níveis pois há uma mentalidade de encobrimento geral.
    Durante as minhas férias em S.Vicente fico espantado ao vêr que durante o horário de trabalho os funcionários têm uma boa representação nesses estabelecimentos durante as horas de expediente de trabalho. Devo confessar que sinto um certo ciúmes dos meus colegas funcionarios do periodo pós independencia, pois no meu tempo, no tempo colonial tal era impensável.Portanto o consumo de álcool no seio dos funcionários não passa dum efeito colateral doutra mentalidade surgida após a independência.

  2. president d'concelhe

    Na ENAPOR uaaaabáááááááááaáááááa, é so vist estad q qes estivadores na ses maioria ta apresentá na costód d’navios.ma ka é so estivadores nao, funcionários na hora normal de trabói estród pérna na kentina ta txpá, ma tem chefia tb kta dób qel bóf e sem falá naqes cara estanhód qes ta presentá na ses post trabói. e quem dze enapor, ta dze cabnave, ta dze telecom, ta dze eletra, plicia fiscal, plicia maritimo, enfim sem excessao pq bibida quase é sab.grogue tb é droga.

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