Israel quer deter todos os imigrantes ilegais africanos

25/05/2012 07:30 - Modificado em 25/05/2012 07:30
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O ministro do Interior israelita, Elie Yishai, afirmou, esta quinta-feira, ser preciso “pôr atrás das grades” todos os imigrantes ilegais africanos, um dia depois de uma manifestação xenófoba em Telavive.

 

“Devemos pôr estes ilegais atrás das grades em centros de detenção, depois enviá-los para casa, porque eles vêm tirar o trabalho dos israelitas e é preciso proteger o caráter judeu do Estado de Israel”, afirmou Yishai à rádio militar.

Na quarta-feira à noite, um milhar de manifestantes israelitas desfilou no sul de Telavive aos gritos de “os sudaneses para o Sudão”, criticando “as belas almas esquerdistas” que defendem aqueles estrangeiros.

O porta-voz da polícia Micky Rosenfeld disse que foram detidas 17 pessoas suspeitas de terem atacado lojas e viaturas em que se encontravam imigrantes.

“Nenhum imigrante ficou ferido”, adiantou o porta-voz, sublinhando que agentes da polícia ficaram “no sector para manter a calma”.

Segundo Yishai, se o governo não agir, “em breve serão meio milhão ou um milhão”. “Não podemos aceitar perder assim o nosso país”, adiantou.

Na terça-feira, o ministro do Interior tinha afirmado no parlamento: “se o governo me der meios, não haverá um único imigrante ilegal daqui a um ano”.

Segundo os dados oficiais, cerca de 60 mil imigrantes ilegais vindos sobretudo do Sudão, do Sudão do Sul e da Eritreia entraram em Israel através do Sinai egípcio.

Para tentar conter o fluxo, o governo acelerou a construção de um muro de 250 quilómetros ao longo da fronteira egípcia, obra que deve estar concluída no final do ano.

Na sequência de casos recentes de crimes envolvendo imigrantes ilegais, desencadeou-se um debate em Israel sobre a presença de uma comunidade africana.

“O fenómeno de infiltração ilegal a partir de África é extremamente grave e ameaça os fundamentos da sociedade, a segurança e a identidade” israelitas, considerou no domingo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

 

 

jn.pt

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