ONU acusa exército sírio da “maior parte das violações graves”

25/05/2012 07:22 - Modificado em 25/05/2012 07:22
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O exército sírio e os serviços de segurança leais ao regime do Presidente Bashar al-Assad são responsabilizados por cometerem “a maior parte das violações mais graves dos direitos humanos” no conflito da Síria, que se arrasta há 14 meses, segundo um relatório dos investigadores mandatados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e divulgado nesta quinta-feira.

 

O documento elenca uma série de violações brutais como a prática de tortura por parte das forças do regime, incluindo sobre crianças com apenas dez anos, o uso de “força letal” sobre manifestantes, ataques indiscriminados a vilas e a execução de famílias inteiras.

É ainda destacado que as violações dos direitos humanos continuam a ocorrer no país, num “contexto cada vez mais militarizado”, em que também as forças armadas da oposição são acusadas de terem executado soldados do exército de Assad assim como suspeitos informadores, e recorrendo ao uso cada vez mais crescente de engenhos explosivos artesanais.

Segundo os investigadores mandatados pela ONU, as forças da rebelião estão também a sequestrar soldados e civis com o objectivo de fazerem trocas de prisioneiros ou obterem resgates.

Mas, sublinha a investigação – que se refere ao período de Março a Maio de 2012, já depois da entrada em vigor do acordo de pacificação mediado pelas Nações Unidas – o grosso das “violações graves” foram levadas a cabo pelas forças de Assad, “quer nas operações militares quer naquelas que visaram encontrar desertores ou membros da rebelião em locais que eram tidos como refúgio e de apoio aos grupos armados anti-regime”.

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