Ana Maria: O desemprego faz parte do agregado familiar

21/06/2013 00:43 - Modificado em 21/06/2013 00:43

vendedeiraAna Maria, vendedeira de “Baloi de drops”, mora na Pedra Rolada, com os três filhos e o marido. O desemprego faz parte do agregado familiar, isto porque os quatro se encontram desempregados. A Ana é a única com uma fonte de rendimento que é o seu balaio, sustenta a sua família e luta contra o desemprego que insiste em morar em sua casa.

Ana, mãe e esposa, diz ao NN que a sua maior preocupação é o futuro dos seus filhos de 26, 23 e 20 anos que estão desempregados ou como a mãe refere, “trabalham no desenrascar”, isto porque, trabalham nas obras de ferreiro ou canalizador. A mãe garante que trabalham no que aparece para conseguirem algum dinheiro para ajudar a família. Contudo, a Ana frisa que o que ganham não dá para fazer nem um tipo de poupança. Para além dos filhos, o marido encontra-se desempregado também, facto que torna a vida da vendedeira de “baloi” mais difícil, porém, refere que luta todos os dias para que a comida não falte na sua mesa.

Maria como mãe diz que “estou preocupada com o futuro dos meus filhos que estudaram até ao 12º ano, o grau escolar que consegui dar aos meus filhos e agora estão sem perspectivas de entrar no mundo do trabalho, para garantirem a estabilidade financeira e terem as suas próprias casas. A entrevistada considera que se não for feito nada por São Vicente e agora, as coisas só vão piorar e cada vez mais jovens estarão sentados em casa ou a serem explorados nos “bicos” que fazem para tirar um dia de trabalho, porque pagam menos, mas adianta que “entre nenhum dinheiro ou pouco, mais vale pouco e mal pago”.

Todavia, Maria revela que “assim como a maioria dos cabo-verdianos, fazemos uma vida de luta e já estamos habituados a viver com sacrifício”, no entanto, afirma que nada impede às autoridades competentes que abram os olhos perante a situação dos jovens em São Vicente.

  1. Irene Fontes

    Cmade Maria, li na Brasil jà cumeçà. Falta so Soncente pa fazê barulhe. Dpôs tude gente d’otes ilha ta fazê mesma cosa. Quer dzer um levantamente sem faca nem pistola sô grite; mas de forma Zé Maria sabê cmâ otes ilha ca dôde.

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