Isto é um assalto: Caixas ATM descontam o dinheiro no saldo, mas não dão o dinheiro ao utente

18/06/2013 00:35 - Modificado em 18/06/2013 00:35

atmCidadãos residentes na ilha de São Vicente denunciam casos de “roubo” efectuados através das caixas ATM (caixas multibanco) espalhadas pela cidade do Mindelo. Trabalhadores, pais de família, estudantes Universitários: pessoas que falam na primeira pessoa dos “roubos” sofridos através dessas caixas electrónicas.

 

Um instrumento criado para facilitar os utilizadores na movimentação das próprias contas, agora, segundo o apurado pelo NN, traduz-se em prejuízo para alguns clientes que desejam levantar dinheiro sem terem de recorrer aos bancos.

Carla Lima, estudante na Uni Mindelo conta que já lhe ficaram com cerca de 5 mil escudos. “Fui retirar esse montante da minha conta, mas ao que parece a caixa já não tinha dinheiro suficiente para transitar. Fiquei à espera do valor e só saiu o recibo a comprovar que tinha efectuado esse levantamento. Dirigi-me ao banco e disseram-me para esperar vinte e quatro horas e que logo o dinheiro seria reposto. Após esse tempo regressei e nada. Escrevi uma carta, por sugestão do próprio banco, endereçada à Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamentos (SISP) e já se passaram mais de três meses e nada”.

 

José fica sem 8 mil escudos

José Livramento, trabalhador da construção civil, conta também que continua à espera de uma resposta do SISP, após lhe terem ficado com 8 mil escudos, “o único dinheiro que tinha reservado na minha conta”. Ainda longe do fim do mês, Livramento diz que teve de recorrer a um empréstimo de terceiros para “segurar as pontas lá em casa”. O mesmo aconteceu com o estudante Paulo Lopes, oriundo de Santo Antão a residir, temporariamente, em São Vicente. “Era o único dinheiro que tinha na minha conta, enviado pela minha mãe justamente para cobrir as minhas despesas de alimentação, porque já não tinha nada para comer em casa”, afirma Paulo que diz “nunca mais” ter visto “a cor do dinheiro”.

 

“Uns autênticos ladrões de luxo” sublinha Lopes, para quem é “inadmissível” este tipo de coisas, “num país pobre onde nós passamos por muitas dificuldades, sobretudo nós estudantes de outras ilhas”.

 

  1. Pelos visto isto dos caixas já se alastrou .Um vez aconteceu comigo e estive meses á espera do meu dinheiro . Gastei não sei quantos a fazer telefonemas para a Praia . Penso que já é hora de resolverem esse grave problema sob pena de perderem créditos na praça . A adeco que fique em alerta com mais esse caso .

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