Escola do EBI transformada em campo de batalha por gangues de crianças

18/06/2013 00:27 - Modificado em 18/06/2013 00:53
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escola jovino santos
O NN apurou que o corpo directivo da Escola do Ensino Básico Jovino Santos, na ilha de São Vicente, está preocupado com o comportamento de alguns adolescentes que estão a realizar actos de violência contra aquele estabelecimento de ensino situado na localidade da Ribeirinha. A escola tem sido alvo de ataques de “gangues” de adolescentes e crianças que procuram acertar contas com alunos do 5 ºano que pertencem a outros gangues .

 

Adélia Santos, directora da Escola Jovino Santos sublinha que a situação dura há um ano e que tem como intervenientes um grupo de adolescentes que reside nas zonas circundantes dessa escola e crianças que estudam nesse estabelecimento de ensino primário. A direcção garante não saber os meandros dessa quezília, mas suspeita tratar-se de um acerto de contas devido a problemas tidos fora da escola entre alunos do 5 ªano e esses grupos da zona da Ribeirinha .

“Desde o ano passado que um grupo de jovens vem atirando pedras contra o estabelecimento ou ficam a aguardar os alunos à porta desta escola. É uma guerra quase diária por motivos alheios à gestão deste estabelecimento de ensino, mas penso que vêm acertar contas. A comunidade educativa e os restantes alunos estão em risco e assustados de vido aos ataques com pedras – sublinha a directora.

Para debelar a situação, a direcção da Escola Jovino Santos tem procurado o apoio da Polícia Nacional e do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente. Mas ao que parece, mesmo com o apoio dessa duas entidades, os intervenientes no conflito mantêm a sua conduta e, com o passar dos dias, o clima de insegurança apodera-se da comunidade educativa e escolar, uma vez que os arremessos de objectos para o interior dessa escola se mantêm.

“Temos contactado os pais dos alunos envolvidos no conflito para encontrarmos uma solução para resolver o problema. E quando surgem as brigas que ultrapassam a acção da escola, solicitamos a Polícia que sempre nos apoia. Porém, quando os adolescentes prevêem a chegada dos agentes, fogem para as próprias casas. E há ocasiões que controlam a hora em que a Polícia não está nas imediações do estabelecimento para praticarem os actos e depois fugirem” explica a gestora.

A direcção salienta que a Escola Jovino Santos tem sido contemplada pelo projecto Escola Segura do Comando da Polícia Nacional e que, em parceria com a Polícia, já foram realizadas palestras sobre os efeitos negativos da delinquência juvenil como forma de minimizar a situação que se vive à volta da escola. E ainda, que solicitaram os pais que têm filhos a estudar e que estão envolvidos nas brigas para os levar e buscar à escola.

O NoticiasdoNorte sabe que o Comando da Polícia Nacional está na posse de uma participação elaborada pela gestão da Escola Jovino Santos a relatar os factos que assolam o estabelecimento. E que no âmbito desse relato as unidades policiais estão a trabalhar no terreno, sendo que o Corpo de Intervenção já identificou os alunos e os adolescentes que estão envolvidos no caso, pelo que está a realizar uma acção de sensibilização para sanar os conflitos que transformaram a Escola Jovino Santos num campo de batalha.

 

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