Praia D´Aguada e 13 de Janeiro: Duas pedras no sapato do Governo

17/06/2013 00:00 - Modificado em 16/06/2013 23:06

praia d´aguadaO Governo concretizou o seu desejo de ingressar no capital social da companhia de transportes marítimos Cabo Verde Fast Ferry. Mas, ainda continua com duas pedras no sapato, porque os navios, Praia D´Aguada e 13 de Janeiro, incorporados no pacto, necessitam de reparação “urgente” e de uma inspecção a fim de receberem o certificado de navegabilidade.

O Conselho de Ministros anunciou através de uma resolução que autoriza a Ministra das Finanças e Planeamento, Cristina Duarte para, em representação do Estado de Cabo Verde, ingressar na estrutura societária da Cabo Verde Fast Ferry, via incorporação dos navios Praia D´Aguada e 13 de Janeiro.

Mas o certo é que os dois navios estão há mais de cinco meses atracados no Porto Grande, ilha de São Vicente, à espera de luz verde, isto após, a ministra das Infra-estruturas e Economia Marinha ter garantido que estava em curso um processo de regulação dos contratos de afretamento dessas embarcações para uma avaliação sobre o valor comercial e as condições operacionais para serem encaminhadas para a reparação nos estaleiros da Cabnave.

 

Ilegalidade

 

Depois de ser abandonado pelos afretadores, o navio Praia D´Aguada foi resgatado pelo Estado de Cabo Verde, seu actual proprietário que pretendia fazer a reparação do navio para recolocá-lo na rota marítima cabo-verdiana. É que o Praia D´Aguada não é inspeccionado desde 2007 e, para voltar aos mares de Cabo Verde de forma legal, necessita de um restauro e de inspecção técnica para ter o certificado de navegabilidade.

Custos

Para trazer o navio à navegação, o Estado vai assumir os custos dos prejuízos derivados da falta de reparação do Praia D´Aguada que apresenta sinais de degradação e avarias mecânicas no motor, cuja avaliação prevê que o Estado necessite de cerca de 80 mil contos para recuperar o navio. O 13 de Janeiro que está ancorado ao lado do Praia D´Aguada apresenta um cenário idêntico porque está “degradado e com algumas avarias”, mas a diferença é que o seu restauro envolve um custo inferior a 80 mil contos.

Solicitação

Este online sabe que o futuro dos dois navios agora “esquecidos” no Porto Grande passa pela sua entrega à Cabnave para uma intervenção de fundo. Porém, ao que parece, essa intervenção tarda em chegar para que o Praia D´Aguada e 13 de Janeiro ganhem “nova vida” e regressem aos mares de Cabo Verde. Isto numa altura em que os cabo-verdianos começam a exigir pela via de protestos, a resolução dos problemas que afectam o sector dos transportes marítimos no país, uma vez que nalgumas ilhas a situação é caótica.

 

  1. Ricardo

    Sera que nao haverá um paralelo entre o estado em que se encontram os dois barcos e o estado lastimável em que S.Vicente se encontra?
    Ou nao será o mesmo o reflexo do estado de abandono em que a Ilha foi condenada?

  2. Africa

    Cabo Verde continua como sempre, um pais cercado pelo mar e que dá costa ao mar

  3. Maritima

    Uma tristeza ver um navio como a Praia D’Aguada com aquela
    envergadura acabar daquela forma e o estado não fazer nada. Nem
    quis acreditar quando os vi no cais num estado degradado e de total
    abandono. Somos mesmo desleixados para o que é nosso e por causa
    disso nunca avançamos para frente. Agora vejam só o valor que vão
    ter para reparar o prejuizo dos dois navios. Enfim não se pode
    pedir esmola a um pobre.

  4. Futuro reformado

    Ah, este Governo vai de vento em popa. Só ñ se sabe é para
    onde! Mas, de onde vem o dinheiro q vai injectar nessa iniciativa
    como “owner” e “shipowner”, ñ devo ter muitas dúvidas. É, como
    sempre, na vaca leiteira do INPS. É do fundo das nossas reformas,
    sem qq legitimidade e sem apelo nem piedade, q vem usando e
    abusando do n/ futuro. Ui, se as coisas se derem para o torto será
    o Deus nos acuda. Não, o Govº ñ deve fazer isso, deveria
    democratizar a nossa economia em vez de a estatizar.
    Chatice!

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