PJ encontra ossadas de homem desaparecido e detém o colega de quarto

15/06/2013 00:07 - Modificado em 14/06/2013 23:42

ossadaA PJ está a investigar o caso do desaparecimento de um cidadão da ilha de Santo Antão, que residia na localidade de Terra Branca, cidade da Praia. José dos Anjos está desaparecido há duas semanas, e nesta quinta-feira foram encontradas ossadas, nas imediações da sua casa, e que tudo indicam ser de José. De realçar que  um homem, que partilhava a mesma habitação com o desaparecido, e que já cumpriu pena de prisão por crime de homicídio, está detido por suspeita de ter provocado a morte do colega.

Está sob alçada da Polícia Judiciária, um cidadão da ilha de Santo Antão conhecido por “Catana”, com cerca de 55 anos, porque os indícios apontam que assassinou um homem com quem partilhava uma habitação na localidade de Terra Branca, ilha de Santiago. José dos Anjos, que também é da ilha de Santo Antão vivia há algum tempo na cidade da Praia, onde trabalhava como pedreiro.
Segundo o que apuramos, José dos Anjos acolheu no seu lar há alguns meses, cidadão conhecido por “Catana”, que foi viver para a cidade da Praia depois de cumprir pena de prisão na Cadeia de São Vicente. Os indícios apontam que o colega de José lhe terá roubado o seu salário, e de seguida matou-o e incendiou o corpo.
Este online soube que há cerca de 15 dias, desapareceu da localidade de Terra Branca, e que o suspeito foi ao local de trabalho de José pedir dinheiro em nome do colega, afirmando que foi assaltado no caminho para casa, e que este precisava de dinheiro para ir ao hospital, e que de seguida ia se ausentar da cidade da Praia para prestar serviço numa outra localidade.
O certo é que o paradeiro de José dos Anjos continuou incerto durante duas semanas, até que nesta quinta-feira, um irmão do desparecido encontrou ossadas de ser humano nas imediações da casa de José dos Anjos. As autoridades foram accionadas para investigar o caso, e durante as diligências encontraram um lençol ensanguentado, vestígios de sangue, crânio, membros superiores, ossos da bacia e do fémur, que suspeitam ser do corpo da vítima.

 
Suspeitas
Com as investigações, a PJ acabou por deter o colega de quarto de José, “Catana” cujos indícios apontam que este matou o homem, e depois queimou o corpo nas imediações da casa onde viviam. “Catana” continua sob alçada da autoridade criminal, esteve a ser interrogado no local onde foram encontradas as ossadas, e ao que se sabe deu pistas a PJ que terá morto o colega.
O NN apurou que o suspeito vai continuar detido e nas próximas horas pode ser colocado em liberdade, ou ser entregue às instâncias judiciais, se os indícios revelarem que este terá assassinado o colega de quarto. A morte de José dos Anjos poderá ser um mistério desvendado pelas autoridades criminais, e contra “Catana” pode pesar nova acusação da prática de um crime de homicídio.
Histórico criminal
Este online sabe que o suspeito já cumpriu pena de prisão por homicídio, agressão sexual, mas ficou vulgarmente conhecido por “Catana”, porque há cerca de 30 anos agrediu um familiar com uma catana na ilha de Santo Antão, e este foi suturado com mais de 60 pontos.
Mas a maior pena de prisão cumprida, pelo homem, foi cerca de 22 anos na Cadeia de São Vicente por ter assassinado um cidadão conhecido por “Djô D´Vina”, em 1988, nas imediações da localidade de Mão Pra Trás, ilha de Santo Antão. O NoticiasdoNorte conversou com cidadãos que acompanharam o caso, e que assistiram o julgamento de “Catana”. Estes sublinham que “Djô D´ Vina” morreu por causa de um blusão e de uma calça de ganga que usava no dia da sua morte.
“Em Tribunal, ele disse ao juiz que cobiçava ter essa roupas, que andavam na moda em Cabo Verde. Ao ver a vítima com um blusão e uma calça de ganga seguiu-a e nas imediações da localidade de Mão Pra Trás agrediu- a com uma pedra de calçada. (Djô D´ Vina) caiu no chão, e ainda com vida o autor da sua morte pegou numa pedra com mais de 15kg e esmagou-lhe a cabeça. Vestiu as roupas da vítima e desapareceu do local do crime. Ao saber que estava a ser procurado foi se entregar à polícia e recebeu uma condenação a volta dos 22 anos” afirmam os entrevistados.

  1. maria

    kredu kela e psicopata, Deus k ta djuda tudu nos. Nha paesames a familia enlutada!1

  2. Dje Guebara

    Um assesino em serie, pena da morte para este criminal.

Os comentários estão fechados.

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