Falso veterinário na mira da polícia por burla e exercício ilegal da profissão

10/06/2013 00:31 - Modificado em 10/06/2013 00:31
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veterinarioAs autoridades policiais estão a averiguar uma denúncia da associação de defesa dos animais Si Ma Bô sobre um cidadão residente na ilha de São Vicente que se está a fazer passar por um funcionário da associação e a propor tratamentos de animais a domicílio, em troca de dinheiro. Caso a Polícia chegar a confirmar os factos, o homem poderá ser punido em Tribunal e incorrer nas sanções previstas pela lei.

 

Na semana passada, a associação de defesa dos animais Si Ma Bô veio a público denunciar aquilo que considera ser uma fraude: um homem está a passar-se por veterinário e a sua acção já provocou a morte de dois cães. A situação transformou-se em caso de polícia, porque a Si Ma Bô já apresentou uma queixa de modo que sejam realizadas diligências para que o suspeito seja entregue às instâncias judiciais.

 

Averiguação

O NN contactou um magistrado para saber como é que o Tribunal pode lidar com uma situação dessa natureza. O magistrado sublinha que os factos movidos na denúncia atestam uma “situação gravosa, que caso sejam provados podem valer uma condenação a quem pratica esse acto que não só lesa as pessoas, mas também representa uma enorme crueldade para com a vida dos animais”.

 

Punição

O magistrado assegura que “a actuação desse presumível falso veterinário constitui uma acção criminosa que pode ser atestada pelas pessoas que foram burladas e através dos males que causou aos animais em causa. A sua forma de operar constitui um crime de exercício ilegal de profissão, por não possuir habilitações legais para exercer a medicina veterinária”.

Por outro lado, o homem pode ser condenado pelos maus-tratos de animais e, ainda, se tiver realizado a sua acção em troca de dinheiro, estar-se-á perante uma situação de burla.

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