Salamansa passa por tempos difíceis : o mar não dá o que a terra nega

7/06/2013 01:59 - Modificado em 7/06/2013 01:59
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SalamansaEm São Vicente o desemprego tem rosto. Um rosto de sofrimento . E muitas vezes de desespero . Em São Vicente para além do debate político , o desemprego está para além das estatísticas . É o que mostram os depoimentos recolhidos , ontem , pela RCV na vila piscatória da Salamansa.

 

O tempo ventoso que se está a verificar na ilha de São Vicente nos últimos dias, tem feito com que algumas famílias na localidade de Salamansa estejam a passar por dificuldades. Auxílio Matias, Presidente da associação de Pescadores de Salamansa, revela à RCV ela que o que tem sustentado estas famílias é a ajuda vinda de vizinhos e de crédito nas mercearias. Matias admite que a localidade “tem muita pobreza” e as condições de vida estão cada vez mais difíceis, mas a atenção concentra-se em duas famílias que perderam as embarcações no passado mês de Maio. Em entrevista à RCV, admite que apesar das muitas dificuldades de toda a comunidade, estas duas famílias são as que mais necessitam de ajuda neste momento, pelas dívidas contraídas para a aquisição dos barcos e materiais de pesca que perderam num naufrágio aquando da procissão em honra a Santa Cruz.

 

Os tempos vividos nesta comunidade pressupõem também uma mudança de comportamento nos jovens em busca de algum sustento. Como revela Matias esta camada estava desligada da faina da pesca, mas pelo facto de não encontrarem nada em terra, a solução começa a ser o mar. “Se ficarem em terra é pior e mesmo que não encontrem nada no mar, conseguem desenrascar-se melhor do que em terra sem trabalho”, explica Matias acerca da razão dos jovens começarem a equacionar o trabalho da pesca como solução para os problemas vividos.

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