Livraria “A Semente” Sobreviver a falta do hábito de leitura e a…outras coisas

7/06/2013 01:47 - Modificado em 7/06/2013 01:47
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livrosA Livraria “A Semente” instalada no Mindelo desde 2006 foi criada com o objectivo de colocar os livros à disposição dos cabo-verdianos e de criar uma relação próxima do consumidor com o livro. No entanto, apesar do pouco hábito de leitura no Mindelo, a gerente e proprietária afirma que acredita neste projecto e é por isso que ainda “A Semente” se encontra de portas abertas, visto que enfrenta alguns obstáculos que não passam só pelo pouco hábito de ler livros mas também pelas fotocópias, pois, não há qualquer tipo de fiscalização.

 

Antónia Moço, gerente e proprietária da livraria “A Semente”, avança ao NN que a livraria existe desde 2006 e, desde então, muitas empresas foram abertas e fechadas. Isto não se deve à gerência dos espaços, mas ao facto de não haver estratégias para PME`S e considera que estas estão a ser sufocadas. A livraria “A Semente” está no mercado há 7 anos porque acredita no projecto, mas tem tido alguns constrangimentos como as fotocópias dos livros que em Cabo Verde não respeitam os direitos de autores e que não há qualquer tipo de fiscalização, disse Antónia ao NN.

 

A gerente da livraria “A Semente” garante que “criamos um modelo de proximidade. As pessoas podem entrar e folhear os livros, tocá-los”. E também fazemos com que os preços sejam mínimos para possibilitar o acesso ao livro. ”Este marketing é feito de forma a desmistificar a ideia e a construção social que se criou de que o livro é caro. Contudo, Antónia Moço acredita que “o caro e o barato dependem das prioridades do consumidor, existem aqueles em que o livro não faz parte das suas prioridades logo, o livro será sempre caro e se calhar, gastam 1000 escudos numa noitada que pode ser o preço de um livro”.

 

Antónia Moço adianta que “deve-se fazer um investimento através das instituições como as escolas, realizando um trabalho conjunto para trazer o livro para o nosso quotidiano. Se verificarmos hoje, o mundo é um mundo do conhecimento e isto significa poder; e é o livro que atribui o conhecimento, inclusivamente não é um instrumento estático pelo que acompanhamos essa evolução através dos livros”. Esta é a forma do ser humano evoluir o seu saber, para que não fique pela filosofia de Sócrates: “Só sei que nada sei”. No entanto, a livraria conquistou o público de palmo e meio, ou seja, as crianças que actualmente levam os pais, tanto é que a gerente reconhece que “criamos um espaço infantil como forma de responder às necessidades das crianças que mostram aos pais os livros que querem e muitos trazem as referências dos mesmos, onde podemos encomendar os livros que o consumidor quer e que não estão de momento disponíveis na Livraria.

 

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