Tráfico: mandou a empregada ir buscar a droga ao aeroporto, mas esta foi a PJ

5/06/2013 01:54 - Modificado em 5/06/2013 01:54

sem drogasUm cidadão nigeriano está a cumprir prisão preventiva na Cadeia de São Vicente depois de ter sido detido na posse de 57 gramas de cocaína escondida em máquinas de barbear. O caso chegou ao conhecimento da Polícia Judiciária através de uma ex-funcionária do indivíduo que foi encarregada de levantar uma carga no aeroporto. Com receio de se tratar de material ilegal, a jovem confidenciou a situação a um agente da PJ e o caso resultou na detenção do sujeito.

 

O Tribunal da Comarca de São Vicente está a realizar a audiência de julgamento de um processo-crime que acusa um cidadão nigeriano dos crimes de tráfico de droga e associação criminosa. O indivíduo de 30 anos residia na zona de Fonte Inês e foi detido pela PJ durante uma busca na sua residência, depois de ter sido referenciado pelas autoridades criminais como suspeito “traficante” de estupefacientes na ilha de São Vicente.

 

Esquema

 

A detenção do arguido surge de forma inédita, porque mandou uma ex-empregada ir buscar um caixote ao aeroporto com mercadorias, isto é, “o homem pediu à funcionária a sua identificação e instruiu o remetente para enviar a carga em nome dessa mulher”.

 

Questionada pelo Tribunal como é que ocorreu a situação, a mulher sublinhou que “chamou-me para lhe prestar um serviço no aeroporto. Achei estranho por ele me ter pedido para ir buscar uma mercadoria que vinha da cidade da Praia. Perguntei se não se tratava de material ilícito, porém afirmou que se tratava de produtos para comercialização”.

 

Confidência

 

O certo é que o medo de vir a ser detida, caso a caixa tivesse algum material ilícito, fez com que a mulher confidenciasse a situação a um familiar que a aconselhou a perguntar a um conhecido funcionário da Polícia Judiciária, se era correcto servir-se de correio entre o patrão e o remetente da carga.

 

O que a funcionária não sabia é que o seu patrão estava a ser vigiado pela Polícia Judiciária por suspeitas de tráfico de droga. Com essa confidência de forma “ingénua”, a mulher proporcionou à PJ a hipótese de capturar o “suposto traficante”. E assim, a cidadã foi buscar a carga no Aeroporto Internacional Cesária Évora, num táxi alugado pelo seu patrão.

 

Investigação

 

De acordo com os agentes da PJ “munimo-nos com um mandado de busca e captura e, mal o arguido recebeu uma caixa entrámos na sua residência. Fizemos buscas e no interior da caixa encontrámos saquetas com cocaína escondidas dentro de máquinas de barbear usadas”.

 

A Polícia Judiciária salienta que o cidadão nigeriano estava sob investigação, porque havia indícios de estar a praticar o crime de tráfico de droga. A PJ esclarece que o arguido está referenciado em dois processos-crime, onde um grupo de cidadãos nigerianos é acusado de comercializar estupefacientes na ilha de São Vicente.

  1. Alberto Duarte

    Infelizmente uma má opção do Jornalista.
    Noticias do tipo inibem os outros de fazerem a mesma coisa. Ficam com medo.

  2. PJ di Fóra

    Sem querer pôr em causa a pertinência da notícia, creio ser perigosa, a publicação do modus operandi dessa detenção, tendo em conta que o tráfico de droga é feito através de redes, com tentáculos desconhecidos e consequências imprevisiveis.
    Quero alertar as autoridades pela exposição da intermediária que, por ser ex colaboradora do aprisionado, fica à mercê de um ajuste de contas.
    Será que vale a pena alguém chamar o 134 e denunciar algo que lhe parece ter cunho criminoso?
    Pensem nisso!

  3. Silvério Marques

    MUITAS VEZES ISTO JÁ FOI DITO. NIGÉRIA É UMA PAÍS RICO. QUANDO UM NIGERIANO EMIGRA PARA CABO VERDE VEM Á PROCURA DE DINHEIRO FÁCIL. CABO VERDE NÃO TEM CONDIÇÕES PARA TER EMIGRANTES. ESTÃO CÁ PELO TRÁFICO.

  4. CidadaoCV

    Óscar de estupidez para esta jornalista e a quem passou esta notícia. Entregaram a funcionária. Ela entregou a cabeça do traficante á PJ e foi traída. Agora quem está na mira do traficante é a funcionaria. Se burrice pagasse imposto…..

  5. Américo Antunes

    Acho que o jornalista andou bem . Pois ele limitou se a cobrir um julgamento onde a Pj arrolou no processo a testemunha. Quando a Pj não a colocou no programa den protecção foi a Pj que entregou a sua testemunha. Pois o arguido teve acesso ao processo, foi a PJ que não protegeu a sua testemunha ,alias o advogado de defesa disse isso ao Juiz. A tarefa do bom jornalismo não passa por condenar , delatar ou assinalar o destino da sociedade , é mais simples limita-se a transmitir os factos …

  6. PJ de fora

    Se a notícias foi redigida com informações retiradas pelo jornalista durante um julgamento que é publico e constam do que ficou na a acta do julgamento , andou bem jornal . O traficante não precisava de ler este online para saber quem o denunciou ,pois ficou a saber isso durante o processo e no julgamento

  7. PJ de dentro

    O unico problema do nosso sistema juridico é que não há uma unica lei que proteja as testemunhas nestes tipos de casos. A coitada esta a merce de qualquer “colaborador” deste nigeriano.

  8. Monteiro

    kel impregada ja psu.
    Agora ela tem q dzê porquê q ela desconfia, talvez jal sabia d “coisas”.

    kel boss, tem q da conta de kem mandal kel incmenda.

    Cumplicód.

  9. estes africanos estao nas praticas ilicitas em cabo verde principalmente os NEGERIANOS.

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