Universidade de Cabo Verde: protesto solitário quando todas as vozes se calaram

5/06/2013 01:21 - Modificado em 5/06/2013 01:21

DSC02814Já se passaram três meses de protestos desencadeados pelos alunos da Universidade de Cabo Verde (UNICV) em São Vicente, tendo inclusive os estudantes invadido a Rua de Lisboa no dia 28 de Março, com a classe de discentes dos dois departamentos em massa, em prol de melhorias e reajustes nos regulamentos estabelecidos pela pró-reitoria.

 

Passado esse tempo e quando tudo parecia ter sido ofuscado com a “incomplacência” e “incomunicação” do corpo directivo daquela Universidade pública, Adalberto dos Santos, aluno do curso de Máquinas Marítimas, resolve “desatar as correntes” e sair, em nome individual, a defender os direitos colectivos dos alunos.

 

Mais do que defender uma regularização das taxas para os exames com mais a atenuante de estes estarem interditos – após despacho da reitoria – a todos aqueles que deram voz ao protesto, trata-se de uma demonstração de indignação generalizada que passa também por problemas de outra ordem enfrentados “silenciosamente” pelos alunos, nomeadamente o caso da falta de orientação para os trabalhos científicos; ausência de políticas que fiscalizem a qualidade dos docentes em exercício na Universidade e também pelas ameaças recebidas por parte da Reitoria. “ Há alunos que se encontram numa situação em que terão que fazer duas provas no mesmo dia e no mesmo horário”, exemplifica o discente.

 

“Uma das principais razões do meu protesto é o facto de estar numa Universidade Pública e de ser ameaçado pela Reitoria da mesma. Uma universidade que não respeita os alunos que são chamados de provocadores de distúrbios: onde não há comunicação”, afirma Adalberto que se declara em guerra perante o regime ditatorial criado pela UNICV quando a única forma de responder ao protesto se reduz em “Deliberações e Despacho Reitoral”. Em consequência disso, avança Adalberto, “essas medidas têm causado diversos problemas aos alunos” sendo que “muitos estão a anular as respectivas matrículas ou simplesmente estão a desistir” em favor de Universidades privadas.

  1. Renato Cardoso

    Força nha brother, bo ta na um país democrático e se te ixisti democracia es tem direito de ouvi bsot e não ignora bsot protesto e espia um solução com dignidade e respeito aos alunos, ca bo tcha ser intimidod, força e muita corgaem na esse protesto

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