Com fome e sem salários: Operários da EUROAFRICA acampam no interior da fábrica

22/05/2012 00:07 - Modificado em 21/05/2012 23:55

Os trabalhadores da fábrica Euroáfrica vivem em situação de penúria, porque desde do mês de Fevereiro não recebem os salários. O colectivo dos 197 trabalhadores abriga-se todos os dias na unidade fabril à espera dos responsáveis para arcarem com as suas responsabilidades. Porém sem um sinal no fundo do túnel, o desespero continua a assombrar os funcionários, que apenas exigem o seu salário para iniciar uma vida nova.

 

Os responsáveis da fábrica Euroáfrica continuam sem dar uma luz verde aos 197 funcionários que anseiam receber os salários referente a quatro meses de trabalho. A unidade fabril tem uma dívida no valor de 6.900 contos para com o colectivo dos trabalhadores. Para reverter a situação, o sindicato que representa os operários decidiu que irá interpor uma providência cautelar contra a fábrica Euroáfrica.

O Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços irá recorrer ao Tribunal de São Vicente para reaver o dinheiro que a fábrica deve aos operários.Mas como ainda não há uma decisão sobre o futuro da Euroáfrica, os trabalhadores têm que se deslocar todos os dias às instalações fábrica.

 

Dia-a-dia

O NN apurou que os operários chegam por volta das 8 horas e ficam no quintal da unidade fabril. Os trabalhadores já não fazem o registo de entrada no serviço, porque a fábrica está sem energia eléctrica. As dificuldades financeiras que assolam os funcionários fazem com que estes ficam no seu posto de trabalho até por volta das 15 horas. A maior parte é chefes de famílias que apenas exigem o seu salário para iniciar uma vida nova.

Segundo alguns funcionários “estamos a comer o pão que o diabo amassou dia por dia. Por lei ainda somos funcionários da Euroáfrica, visto que ainda não fomos dispensados do serviço. O que queremos é o nosso dinheiro, porque temos dívidas por pagar e filhos para sustentar. Já não aguentamos passar fome e sentar na fábrica à espera dos responsáveis para depois regressar a casa de mãos a abanar”.

 

Segurança

O NN sabe que os equipamentos da unidade fabril continuam no interior das instalações e que três indivíduos garantem a segurança do espaço. Porém devido ao não pagamento dos salários, dois dos vigilantes por vezes não aparecem e deixam a fábrica a mercê do guarda, Raúl Maocha. O vigilante conta com dez anos de serviço na fábrica Euroáfrica e por vezes não ausência dos colegas chega a trabalhar 24 horas por dia .

Para Raúl Maocha “os funcionários estão a viver em situação de penúria porque não há dinheiro para superar os problemas financeiros. Estamos a passar pelo pior período das nossas vidas. Não há dinheiro para comprar comida e a solução é trabalhar com fome, visto que o responsável não aparece sequer para trazer um prato de comida”.

 

Dívidas

Mas a vida de Raúl e dos seus colegas parece que irá continuar a ser madrasta, enquanto não houver uma decisão sobre o futuro da fábrica Euroáfrica. Mas os 197 operários da unidade fabril dizem que não irão abandonar o serviço, porque receiam ficar sem o seu dinheiro.

  1. anildo

    onde esta a justiça nessa terra, onde esta quem é de direito para fazer algo para essas Mae e Pais de Familias, esta terra é um paraiso onde os portugues querem ressolver o problema the crise do seu pais, como dinheiro dos operarios, quantas empresas portugues que fecharam aqui e todo o dinheiro é transferido para portugal e ninguem diga nada, sera isso a continuaçao the escravatura. onde esta os direitos dos trabalhadores, isso é um crime na cara das nossas Autoridades. ja nao somos colonia portuguesa, somos um estado suberano que esses descarados the administraçao dessa empresa faça o favor de honrar os seus comprimissos com os operarios dessa fabrica. força aos operarios…

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