Taxistas com saudade dos velhos tempos

22/05/2012 00:03 - Modificado em 22/05/2012 00:05
| Comentários fechados em Taxistas com saudade dos velhos tempos

Longe vai o tempo, que os taxistas mais antigos da ilha lembram com saudade. Tempo em que o trabalho “era compensado” que dava para viver normalmente e de forma muitas vezes folgada. Mas, os que têm mais tempo na profissão sentiram na pele a mudança dos tempos .

 

Alexandre é taxista há cerca de 29 anos revela que “ antes a vida era mais tranquila ,poid conseguia prover o sustento através da profissão hoje tenho que recorrer a empréstimos para desenrascar na incerteza se conseguirei cumprir com os meus compromissos.” João José Lopes é taxista há mais de 22 anos, e sente na pele as dificuldades que a profissão apresenta. “Antes fazíamos cálculo e conseguimos o objectivo, mas hoje não se consegue”. João José refere-se aos objectivos de sustentar a família e viver de forma confortável.

 

Causas e Reclamações

 

O aumento de licenças é a principal razão e a subida dos combustíveis são para esse grupo as principais razões que têm dificultado o seu trabalho. “O espaço é pequeno e tem muitos táxis e as vezes passamos dias sem fazer um frete”, desabafa Alexandre. Explicam que o aumento constante dos combustíveis tem reduzido a margem de lucro já que “o que faz andar os carros é o combustível”.

Daniel Delgado faz uma comparação para mostrar como a subida do combustível tem afectado os taxistas. É que quando começou na praça um frete era dez escudos e um litro de combustíveis três escudos. Hoje um frete mínimo é 150 escudos e um litro de combustível cerca de 134 escudos. E quando faz referência aos combustíveis faz também questão de incluir os impostos que tem que pagar. O alvo de maior critica são os sete escudos que pagam na compra do combustível e que segundo eles não são investidos como devem ser.

Com a subida dos combustíveis esse grupo reclama da actualização da tabela. Apesar da tabela ter sofrido uma actualização pensam que continua a ser insuficente. Mas para João Alves é “melhor do que nada” já que pode compensar um pouco.

O aumento de carros dentro da cidade, e carros das empresas também não tem favorecido a classe. Como revelam uma das fontes de rendimento eram os serviços prestados as empresas mas que agora é difícil já que cada um tem o seu carro. O aumento de hiaces, autocarros também não foi nada benéfico. Mas esses condutores também sentem que com a crise as pessoas sempre procuram o mais barato e que o táxi é procurado em situação de extrema necessidade.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.