Uma curta-metragem em 48 horas

30/05/2013 01:15 - Modificado em 30/05/2013 01:15
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curta metragemUma curta-metragem em 48 horas: uma semente para o florescimento da produção audiovisual em Cabo Verde

 

A quarta edição do concurso “Faxi Faxi” realizada em Cabo Verde terá início no próximo dia 14 na cidade do Mindelo. O “exercício” como é designado por um dos organizadores, João Paradela, abrirá as portas a todos os jovens (ou não) da ilha que queiram entrar na aventura de, em tempo recorde (48 horas), escrever um roteiro e conceber uma história na óptica de uma câmara com base em temas que depois serão sorteados pela organização do concurso.

“Faxi Faxi Mindelo vale bem duas noites mal dormidas!”, é assim o slogan aliciante do concurso: uma câmara de vídeo digital, uma câmara fotográfica, um telemóvel, qualquer um desses materiais serve para dar vazão ao processo criativo. O fruto: uma ficção experimental; experimentais, etc. Tudo “uma questão de criatividade”.

“A filosofia do “Faxi Faxi” é muito simples. É um festival de curtas-metragens. Só que, ao contrário dos outros festivais de curtas-metragens, o festival é ele próprio gerador de produções ou de criação audiovisual. É mais um desafio para as pessoas tentarem fazer, num curto espaço de tempo, uma curta-metragem de três minutos a partir de um tema dado. É muito mais um exercício que propriamente um festival nos termos clássicos de um festival”, explica o realizador João Paradela.

 

Valorizar a criação

O conceito e diferencial do projecto prende-se com a pouca exigência relativamente à produção: com apenas uma máquina digital, sair à procura de inspiração que depois será transposta em imagens e onde os olhos dos jurados estarão postos essencialmente no conceito, na criatividade encontrada no produto final. “Com poucos meios pode-se fazer um filme porque a ideia é mesmo a de incentivar a criação. As pessoas quando vão participar, vão partir da estaca zero e vão ter no final uma curta-metragem”, esclarece Paradela, sublinhando o contributo que este tipo de iniciativa pode ter ao nível da produção audiovisual no país: “Após o dia 16 [que é o fim do concurso] vão existir mais “n” curtas-metragens, independentemente da qualidade dos filmes. Alguns dos jovens poderão, posteriormente, começar a pensar em estruturar-se, a trabalhar neste ramo. Porque não começar a ser realizador?”.

Conforme consta no dossier de apresentação do projecto, o “primeiro passo para participar nesse festival é juntar uma equipa capaz de escrever, filmar, editar e, claro, dar a cara no filme. Nesta segunda edição haverá outra vez um limite de 20 equipas que se inscrevem, não havendo número máximo de pessoas por equipa. Feita a selecção da equipa é necessário proceder à inscrição no Festival”.

Após as inscrições que iniciam no dia 1 de Junho, o festival terá início do dia 14 de Junho onde será sorteado um tema pela equipa de organização. Dois dias depois, no dia 16, o trabalho final deverá ser entregue no Centro Cultural do Mindelo e os filmes “admitidos” serão divulgados no mesmo dia, pelas 21 horas.

Em paralelo à exibição das curtas, avança Paradela, será também promovida a venda de filmes originais. “Penso que seja muito difícil em Cabo Verde encontrar filmes originais. Não é um mercado que exista”.

 

 

Os links:

Experimentais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Filme_experimental

 

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