Uma guerra “perpétua” contra o terrorismo está “perdida à partida”

27/05/2013 01:16 - Modificado em 27/05/2013 01:16
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guantanamoO Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse esta quinta-feira que uma guerra “perpétua” contra o terrorismo está “perdida à partida” se não houver uma estratégia para destruir as raízes do extremismo.

 

Não podemos recorrer à força em todos os lugares onde se enraizou uma ideologia radical. E na ausência de uma estratégia que reduza o extremismo até à sua fonte, uma guerra perpétua – através de drones, de forças especiais ou de envio de tropas – está à partida perdida e mudará a imagem do nosso país”, disse Obama sobre a estratégia que o seu governo vai aplicar durante o segundo mandato na Casa Branca.

Ainda assim, Obama defendeu o uso de drones (aparelhos telecomandados usados para recolher informações e para bombardear posições de inimigos; estão a ser usados no Afeganistão e Paquistão).

“Estamos em guerra com uma organização que, se não a impedíssemos, gostaria, neste preciso momento, de matar o maior número possível de americanos. Por isso, é uma guerra justa [a dos drones]. É uma guerra gerida de forma proporcional, como último recurso, em autodefesa”, disse o Presidente na Universidade de Defesa Nacional de Washington.

Obama rejeitou a ideia de os EUA usarem os drones para atacar inimigos. “A América não ataca inimigos, defende os seus cidadãos”. “E quando a nossa luta entra numa nova fase, o direito da América à autodefesa não pode ser o fim da discussão. Dizermos que uma táctica militar é legal, ou mesmo que produz efeito, não significa dizermos que é sensata ou moral em qualquer situação”.

Obama falou também dos presos de Guantánamo, a base militar que os EUA têm em Cuba e onde criaram uma prisão para pessoas detidas por terrorismo ou suspeita de terrorismo.

O encerramento desta risão fora uma promessa eleitoral de Obama que agora anunciou o fim da moratória que impedia a transferência desses detidos, ou de parte deles, para o Iémen.

Do lado de fora da Universidade alguns manifestantes protestavam sobre o uso de drones e sobre Guantánamo. Uma manifestante entrou na sala onde Obama discursava e interpelou, aos gritos, o Presidente, que pediu à segurança que deixasse ouvir o que a mulher tinha para dizer.

 

 

publico

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