Providência cautelar: Trabalhadores da Cabocem pedem arresto de bens para reaverem remunerações

27/05/2013 00:59 - Modificado em 27/05/2013 00:59
| Comentários fechados em Providência cautelar: Trabalhadores da Cabocem pedem arresto de bens para reaverem remunerações

cimentos cabocemDepois de oito meses sem receberem os salários e a viverem em situação de penúria, os trabalhadores da fábrica de cimento pozolânico Cabocem, na cidade do Porto Novo, tomaram uma decisão para evitar novos transtornos. Com o apoio do Sindicato e do advogado que os representa, os operários interpuseram uma acção judicial para reaverem os próprios salários.

 

Na semana passada, o NoticiasdoNorte avançou em primeira mão que os trabalhadores da Cabocem e o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão se tinham reunido em assembleia para analisarem o drama vivido pelos operários, uma vez que os responsáveis dessa unidade fabril continuavam a não arcar com as responsabilidades no pagamento dos salários.

No final da assembleia chegaram a um consenso ao formalizarem uma decisão para resolverem a situação. O NN sabe que a resolução do problema vai passar pelo Tribunal, na medida que o advogado que representa os trabalhadores interpôs uma providência cautelar a pedir o arresto de bens pertencentes à fábrica Cabocem.

 

Justiça

Por considerar que a entidade patronal está a “violar as leis do trabalho”, os trabalhadores recorreram ao Tribunal, numa tentativa de ultrapassarem a situação de desespero que lhes assola, bem como ainda garantir que com o arresto dos bens da Cabocem possam reaver os salários em atraso e uma eventual indemnização no decurso do processo de rescisão do contrato de trabalho por justa causa do trabalhador com base nas leis do Código Laboral.

 

Esperança

De realçar que a dívida dos responsáveis para com o pagamento dos salários é de 3.539.584 escudos. Os responsáveis pela entrega da proveniência cautelar pedem o arresto de três camiões, um motor eléctrico, um gerador e um compressor de ar para salvaguardar os direitos dos operários, para impedir que os cidadãos sejam vítimas de um calote à portuguesa.

É certo que o desespero continua a assombrar os funcionários que apenas exigem o próprio salário para iniciarem uma vida nova. Mas, para darem esse passo e não correrem o risco de regressarem a casa de mãos a abanar, os operários vêem nas instâncias judiciais, um recurso para garantir o pagamento dos salários e uma remuneração pelos anos de serviço.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.