Mulher-árbitro: A descriminação nunca me bateu à porta

27/05/2013 00:44 - Modificado em 28/05/2013 16:08

AlcidiaAlcidia, árbitro internacional, realizou uma formação em arbitragem em 2001 e, desde então, entra no campo de futebol com seriedade e dedicação na arbitragem dos jogos. Alcidia revela que ser árbitro é um hobby, mas que encara com profissionalismo o que faz, para que sinta o respeito por parte dos colegas, de quem garante nunca se sentir descriminada por ser mulher-árbitro.

 

Alcidia começou a trabalhar como árbitro em 2002, após realizar uma formação em arbitragem que durou 2 meses. Alcidia refere que “ tive conhecimento da formação através de um amigo que sabia da minha paixão pelo desporto e considero que foi uma grande oportunidade, pois estou num mundo desportivo que amo”. Desde então, Alcidia não parou e já realizou três formações de árbitro feminino em África, nomeadamente no Senegal, Camarões e Egipto, o que lhe conferiu o título de árbitro internacional, mas ainda não teve a oportunidade de arbitrar fora dos campos de Cabo Verde.

 

Alcidia, no papel de árbitro central, garante ao NN que nunca sentiu descriminação pelo facto de ser mulher, pelo contrário, diz que “sente o respeito por parte dos colegas e está neste trabalho por mérito e tem a mesma formação que os colegas”, logo não há motivos para se sentir como um peixe fora de água, porque escolheu a arbitragem por paixão ao desporto e no campo de futebol põe em prática o que aprendeu e encara cada jogo com dedicação e seriedade.

 

Alcidia reconhece que ser árbitro é uma tarefa de responsabilidade, contudo, como todas as profissões, a arbitragem também é alvo de imperfeições. Diz que “todo o ser humano falha e nós temos fracções de segundos para decidir e em movimento. Diferente de quem está a assistir o jogo.” Mas Alcidia garante que faz de tudo para ser a mais justa possível durante a arbitragem do jogo.

 

Questionada sobre o jogo que já arbitrou e que sentiu uma maior responsabilidade, revela que foi o Mindelense & Derby, mas afirma que vai a todos os jogos com o mesmo empenho e com o mesmo sentido de justiça.

  1. arierref oluap

    Saber apitar é uma arte e não é para todos. Mindelo se orgulha.

  2. Carlos Silva - Ralão

    Como espetador assíduo dos jogos de futebol do Regional de SV e do Nacional no Adérito Senna, fico orgulhoso quando vejo juizes e fiscais de linha mulheres nos jogos de futebol. Eu como árbitro de voleibol concordo com a Alcídia quando diz que arbitrar não é fácil, tudo acontece em frações de segundo. Como digo sempre: PARA ARBITRAR É PRECISO MAIS CORAGEM DO QUE SABEDORIA, muitos não apitam não por falta de conhecimento, mas sim por coragem, porque estar de fora é muito fácil.

  3. Adepto assiduo

    Parabens a Alcidia por essa força de vontade e do trabalho dentro do campo, o trabalho é da Alcidia mais o merito é do Sr. Manuel Duarte que anda a fazer um bom trabalho na arbitragem de S. Vicente principalmente com a camada feminina, espero Sr. Manuel Duarte que continuas com esse bom trabalho principalmente com a camada feminina, porque a arbitrabem de S.Vicente só tem a ganhar e estas a enaltecer o seu bom nome cada vez mais. Parabens.

  4. Adepo assiduo

    obrigada pa ess elogio,mas o Sr. Manuel Duarte faz de tudo pa arbitragem de s.Vicente não só na camada feminina, mas sim pa toda a casse de arbitragem sem exceção.

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