Desemprego em São Vicente: “a taxa desemprego poderá atingir o dobro da média nacional no próximo ano”

24/05/2013 23:18 - Modificado em 24/05/2013 23:18
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desempregoO economista e gestor do Fundo da Competitividade, Gil Costa, diz que, caso nada for feito para acelerar o ritmo de crescimento da economia em São Vicente o risco é de, no próximo ano, a taxa de desemprego atingir o dobro da média nacional. A falta de investimentos públicos e privados são, para o economista, as principais lacunas a que se deve o actual cenário económico-financeiro na ilha.

 

“Há que encontrar soluções urgentes para que neste curto espaço de tempo possamos, de alguma forma, intervir e facilitar projectos em São Vicente”, assevera Costa, que alerta para a questão da necessidade de se criarem “condições de atracção [de investimentos externos], por um lado e, por outro, de competitividade, lembrando que a competitividade “passa pelos serviços públicos administrativos” que podem facilitar, em termos burocráticos, a conversão na prática dos planos de negócios.

“Temos de fazer as coisas funcionarem para que quando o operador chegar a São Vicente, sinta que realmente nós somos competitivos; que toda esta ideia de mudar para competir é uma realidade”, esclarece o economista lembrando que “ao se pensar no desemprego em São Vicente tem-se que se pensar que [o mesmo] aglutina mais duas ilhas” – Santo Antão e São Nicolau.

 

Empreendedorismo

Costa avança ao NN que o empreendedorismo em Cabo Verde ainda se encontra num processo embrionário pelo que será ainda difícil “falar do impacte da actividade empreendedora na economia cabo-verdiana”. Falta de recursos financeiros, falta de programas desenvolvidos em paralelo, são algumas das causas apontadas e que só serão resolvidas com a criação de “condições prévias: uma educação empreendedora, uma atitude empreendedora” que terão de passar também por “toda uma envolvência empreendedora: condições propícias para que, por exemplo, as empresas Start-up possam eclodir.

“Ainda nós temos um caminho a trilhar pela frente. Já há Universidades, programas de empreendedorismo. Todos os dias nós vemos wokshops, palestras, o próprio Governo já tem esta preocupação, as Câmaras de Comércio já têm programas de incubação. Está-se a criar aquele ambiente necessário ao empreendedorismo, mas ainda não temos todas as condições propícias”, esclarece.

Gil Costa fala ao NN após uma palestra ministrada aos alunos dos cursos de Gestão e Contabilidade, enquadrada na semana de eventos em curso organizada por alunos e discentes destas duas áreas na Universidade Lusófona de Cabo Verde.

 

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