Jogo empresarial põe alunos em contacto com o mundo laboral

24/05/2013 01:18 - Modificado em 24/05/2013 01:18
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feira“Trabalhar cá dentro” é a ideia passada pela feira de negócios organizada pelos alunos de Gestão de Empresas da Universidade Lusófona de Cabo Verde no âmbito da semana de gestão organizada todos os anos. Desta vez, o evento incidiu sobre a questão do profissionalismo e da experiência no mundo laboral, com a criação de cenários empresariais fictícios que levassem a que os discentes pudessem exercitar o lado mais prático dessas duas áreas de negócio: gestão de empresas e contabilidade.

 

O conceito surge com base na criação de duas empresas vocacionadas na vertente comercial (venda a grosso de produtos alimentícios e cosméticos) onde os alunos do terceiro e quarto anos de gestão de empresas terão de projectar as próprias competências e conhecimentos adquiridos ao longo do curso através de estratégias de venda que mobilizem a aceitação por parte dos clientes (também fictícios). “Temos clientes, temos fornecedores, temos instituições financeiras: temos uma simulação da caixa económica, do Banco Comercial do Atlântico (BCA), da Repartição de Finanças e da Casa do Cidadão. Começamos desde a inscrição das empresas e no fim temos de prestar contas e temos de justificar cada documento”, explica Jorge Firmino, aluno do terceiro ano do curso de gestão de empresas.

O principal objectivo “é o de ter um maior contacto com a realidade empresarial com que nos defrontaremos lá fora, porque a escola dá-nos alguma prática que, no entanto, não é suficiente para nos preparar àquilo que encontraremos quando sairmos [deste embrião] que é onde tudo começa. Portanto, com os estágios e com esse jogo empresarial, já temos uma maior noção do mundo laboral”, esclarece Yesmin Delgado, discente do quarto ano do curso de gestão de empresas. Complementa a coordenadora do curso Natalina Andrade que também é objectivo do evento estabelecer laços entre os cursos de gestão e de contabilidade, dotando-os de maiores competências a nível profissional: “no fim, as duas empresas terão de passar pelo processo de prestação de contas, trabalho que será feito pelos contabilistas como forma de também eles exercitarem as próprias competências”.

Para além dessa vertente que representa a marca do conceito traçado para este ano, a feira visa também a promoção dos pequenos investidores, a divulgação de produtores nacionais nas áreas do artesanato e culinária e também de produtos confecionados em Santo Antão, como é o caso da aguardente.

Trata-se de uma feira realizada todos os anos no quadro da semana de gestão de empresas organizada pelos alunos e professores do curso. A feira que iniciou esta quarta-feira estará patente ao público até o fim desta semana na Universidade Lusófona de Cabo Verde.

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