Caso Nady: Ex-companheiro descreveu ao juiz como matou a vítima no seu quarto

24/05/2013 01:00 - Modificado em 24/05/2013 01:00
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O juiz Antero Tavares que procede ao julgamento do cidadão Adilson da Luz acusado de ter assassinado Nádia Aleixo, conhecida por “Nady”, foi conhecer o local onde ocorreu o crime. Este online sabe que o magistrado requereu ao arguido que demonstrasse como é que ocorreram os factos que vieram a culminar no assassinato da vítima.

 

 

 

 

Na manhã de quinta-feira, 23, o NoticiasdoNorte acompanhou a reconstituição de um crime de homicídio ocorrido em 24 de Dezembro de 2012 numa residência na Ribeira de Cadela, zona de Espia, ilha de São Vicente. Adilson da Luz, de 32 anos indiciado de um crime de homicídio agravado foi conduzido da Cadeia de São Vicente para a habitação onde matou a ex-companheira.

O exercício judicial contou com a presença do juiz Antero Tavares, de representantes do Ministério Público, da defensora oficiosa de Adilson da Luz, de agentes da Polícia Judiciária que participaram nas investigações preliminares, dos agentes da BAC que estiveram no local em diligências, entre outros cidadãos arrolados ao caso.

Com forte componente policial por parte do Corpo de Intervenção para garantir que a reconstituição decorresse em segurança, Adilson foi conduzido pelos agentes prisionais da GESP ao quarto onde matou a ex-companheira. Durante cerca de trinta minutos, o arguido e os restantes intervenientes na investigação foram inquiridos pelo juiz sobre os factos que constam da acusação.

O NN sabe que Adilson demonstrou ao juiz como desferiu os golpes com uma garrafa nalgumas partes do corpo e da cabeça de Nádia e como fez para esconder o corpo da vítima, utilizando roupas sujas ao lado de uma cama existente no compartimento. De realçar que no primeiro interrogatório que determinou a sua condução à prisão, Adilson afirmou ter estrangulado a ex-companheira. Mas desta feita não falou sobre esta situação, seja em sede de julgamento seja no local da reconstituição.

Por outro lado, o Tribunal não pôde esclarecer um facto que consta da acusação: que no dia 25 de Dezembro, os agentes da BAC estiveram no quarto de Adilson, mas não encontraram o corpo de Nádia. Questionados sobre esse facto, os agentes mantiveram as suas declarações, enquanto que Adilson contrapôs afirmando que os agentes não fizeram qualquer busca no quarto.

O certo é que o juiz não conseguiu provas para determinar de que lado está a verdade, pelo que a hipótese de que o arguido escondeu o corpo noutro compartimento da habitação e depois transportou-o para o seu quarto transformou-se numa incógnita que o Tribunal não consegue resolver. Entretanto, o juiz ficou a saber pela via da reconstituição como é que ocorreu o assassinato.

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