Assassinato de “Nady”: Ciúmes estiveram na origem do crime diz ex-namorado

23/05/2013 01:58 - Modificado em 23/05/2013 01:58

Adilson “Vubra” da Luz de 32 anos, acusado da morte da ex-companheira Nádia “Nady” Aleixo, confessou a autoria do crime. Adilson afirmou que houve uma discussão com a vítima e que acabou por agredi-la em várias partes do corpo, tendo-lhe depois vibrado na cabeça uma garrafa de vidro forrada com corda de sisal. Nádia não resistiu às lesões e faleceu vítima de um acto motivado por ciúmes, segundo a confissão do ex-companheiro.

 

 

O juiz Antero Tavares deu início à primeira sessão de julgamento do processo-crime que investiga factos que culminaram no assassinato da cidadã Nádia Aleixo, de 27 anos, na Ribeira de Cadela, zona de Espia, ilha de São Vicente.

A sessão iniciou com cerca de duas horas de atraso, porque o defensor oficioso notificado pelo Tribunal não compareceu e o Juízo Crime teve de notificar um novo advogado para garantir a defesa do arguido, Adilson da Luz.

Por questões de segurança, uma vez que o caso está a provocar um “sentimento de revolta” no seio de familiares e pessoas próximas à vítima, o Tribunal solicitou o apoio do Corpo de Intervenção e a presença dos agentes do Grupo Especial de Segurança Prisional para garantir a segurança do recluso.

Crime

Questionado pelo Tribunal sobre o meandros da sua conduta para assassinar a ex-companheira no dia 24 de Dezembro de 2012, Adilson respondeu que o acto ocorreu num quarto onde vivia na zona de Espia, depois da vítima lhe ter anunciado que tinha a intenção de romper com a relação.

O arguido que tinha acompanhado Nádia Aleixo com o intuito de comprarem presentes para participarem numa ceia de Natal, não aceitou a decisão da ex-companheira e acabou por assassiná-la na base de um crime passional.

O corpo de “Nady” ficou escondido no local do crime e veio a ser descoberto na tarde do dia 26 pela Polícia Judiciária. Mas o certo é que o comportamento do arguido, quando questionado pela família da vítima e pela Polícia sobre o paradeiro de Nádia, não deixava suspeitar que o mesmo teria assassinado a jovem.

“Frialdade”

De acordo com as testemunhas arroladas ao processo “sempre que foi questionado dizia que não sabia do paradeiro da Nádia. Ninguém desconfiava dele, porque quando falávamos da ausência da jovem ele mostrava-se uma pessoa tranquila. E foi essa tranquilidade com que viveu o assassinato de Nady que nos fez pensar que o Adilson estava a dizer a verdade”.

Adilson da Luz conseguiu guardar o corpo de Nádia por dois dias e acabou por ser detido no dia 28 de Dezembro, quatro dias após cometer o crime. Os familiares da vítima pedem justiça ao caso. E nesta quinta-feira, o Ministério Público e a defesa vão apresentar as alegações finais e o Adilson incorre numa pena de prisão até 25 anos.

 

  1. Dje Guebara

    Pena da morte para o assasino,

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