Segundo cabo Artemísia : O namorado deixou-a quando entrou para a tropa

8/06/2013 00:03 - Modificado em 8/06/2013 06:31

comando militarArtemísia, Segundo Cabo, ingressou no mundo militar aos 21 anos. Uma mulher no mundo dos homens que actualmente está a ser mais procurado pelas raparigas. A nossa entrevistada conta como a experiência de 8 meses tem sido gratificante e como se prepara para entrar na Guarda Costeira, sendo este o seu sonho.

A Artemísia conta ao NN que antes de entrar para o Serviço Militar era estudante do 2º ano de Licenciatura de Ciências Náuticas no ISECMAR, no entanto, perdeu a bolsa de estudos e viu no mundo militar uma oportunidade para realizar o seu sonho que é o de fazer parte da Guarda Costeira. O 2º Cabo conta que pediu informações à DPG sobre os documentos necessários e rumou ao Morro Branco, onde foi chamada para realizar o teste de aptidão, no qual ficou apta.

A experiência no Morro Branco foi marcante para a Artemísia que a define como a mais dolorosa até agora, uma vez que “fazemos exercícios ao Sol, à chuva, rastejamos na lama”. Adianta que era uma menina rebelde como diz o ditado “não levava troco para casa de ninguém” e esta experiência serviu para ensinar mais disciplina e respeito para com os outros. Até amadurecer como uma militar foi apelidada de “mata cabra” que no serviço militar indica aquele que consegue fazer o maior número de exercícios físicos, ou seja, o mais castigado. Contudo, não é o suficiente para a fazer desistir da sua carreira, isto porque o 2º Cabo refere que “adoro desafios e não sou mulher que diz que não consigo” e pretende agarrar essa oportunidade até fazer parte da Guarda Costeira.

Questionada sobre a sua opinião acerca da maior procura das mulheres pelo mundo militar, a Artemísia responde que “algumas fazem-no por amor à carreira e pelo desafio que representa” mas considera que outras fazem-no como meio de sobrevivência e uma minoria pela curiosidade do trabalho militar. Seja como for, todas estas opções estão sujeitas às mesmas regras: hora para acordar, para formar, para o pequeno-almoço, ou seja, o regime militar exige disciplina que tem que ser cumprida, caso contrário fica-se sujeito a punições, como o corte de saída (ordem para abandonar o serviço militar), participações que constam no currículo militar, entre outras que a Artemísia não pretende vivenciar, porque está no trabalho militar com um objectivo e pretende cumpri-lo.

No Serviço Militar ganha-se respeito, disciplina, amizade, assim diz Artemísia ao NN, contudo, perde-se algo com esta opção. Uma das perdas é a vida amorosa que, às vezes, não tolera o afastamento e a mulher que pretende ser “Mulher-macho”. Conta que “ao entrar para o Serviço Militar perdi um relacionamento de 2 anos que não aguentou a minha opção” mas garante que nada a fará desistir, que venham os testes físicos, psicológicos, as regras, o que mais quer é entrar na Guarda Costeira.

  1. CARLOS TAVARES

    Força querida ” YES YOU CAN”

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