Desenhadores denunciam: técnicos da Câmara Municipal desviam projectos destinados aos mais pobres por preços exorbitantes

17/05/2013 00:05 - Modificado em 17/05/2013 00:15

arquitectoDesenhadores liberais acusam técnicos da Câmara Municipal de São Vicente de desviarem projectos destinados à pobreza com “esquemas” montados através de empresas fantasmas que trabalham à margem dos projectos que, em princípio, deveriam ser do encargo daquela edilidade. Uma “onda de irregularidades” que também passa pela falta de coordenação entre os diferentes departamentos que gerem as questões patrimoniais e urbanismo, facto que poderá estar na origem da desestruturação urbana: questão lançada a este diário informativo pela classe de arquitectos em exercício na ilha.

Os projectos aprovados pela Câmara Municipal de São Vicente, destinados a facilitar as camadas menos favorecidas na construção de moradias, têm estado a ser dirigidos por empresas de construção civil independentes: “Temos técnicos não superiores da Câmara, empresários com empresas de construção civil a fazerem concorrência à própria Câmara com os serviços que a edilidade presta. Os técnicos que trabalham na Câmara pegam nesses projectos, lançam aqui fora, colocam as pessoas a pagar em prestações por um valor superior ao cobrado pela Câmara”, avança ao NN o desenhador projectista Adilson Rodrigues.

Para além disso, em declarações ao NN, esses profissionais denunciam “os esquemas” montados pelos arquitectos daquela edilidade ao “impedirem” que os projectos que dão entrada na CMSV sejam executados pelos arquitectos privados, com “o argumento de que a morosidade do sistema burocrático pode impedir que os mesmos levem por diante os próprios projectos de construção, facto que não acontece (segundo dizem) se os mesmos projectos forem executados pelos próprios”, dá conta a fonte deste diário que prefere não se identificar. Continua a fonte explicando que “as pessoas, com receio da demora habitual ou mesmo por medo que os projectos não sejam aprovados, preferem entregar os projectos aos arquitectos da Câmara”.

“A desestruturação urbana deve-se ao poder local”

“Os desenhadores não interferem na urbanização. Quem interfere na urbanização é a Câmara, com os seus técnicos. A urbanização tem dois factores: tem o factor do urbanismo e o do planeamento. São coisas que tiveram um divórcio e que as pessoas não vêem. Já nem um nem outro existem. Fazem um arranjo a que chamam de urbanismo. É aqui que está toda a desorganização”, explica o desenhador da CMSV, Fernando do Rosário, para quem a falta de qualidade urbanística “deve-se à desorganização do poder local”.

Uma ideia partilhada por desenhadores liberais abordados pelo NN, que responsabilizam a autarquia por negligenciar os aspectos urbanísticos e patrimoniais da cidade do Mindelo, “com a falta de políticas de fiscalização” tanto do trabalho que se faz fora da edilidade pelos arquitectos privados como dos próprios projectos aprovados pelos arquitectos da Câmara.

Para além disso, explica Fernando e Helena Matos, ambos desenhadores da CMSV, a qualidade dos projectos também se deve às facilidades técnicas que permitem, hoje, a “qualquer pessoa” de desenvolver projectos de arquitectura. “Neste momento temos um programa no mercado que se chama autoCAD e, por isso, toda a gente acha que é desenhador. Qualquer pessoa que tenha uma formação em autoCAD consegue projectar trabalhos de arquitectura”, argumenta Fernando do Rosário

  1. oie vive na melon

    la na camara tem arquitectos que nao deixam projetos passar para poder venderos seus projectos. dizem porque os outros projectos estam com falhas, eles inventam um monte de coisa eu falo isso porque ja aconteseu comigo.

  2. casula

    kis Funcionarios de CMSV kre eh da kop d kel CAmara is pensa la eh casa de sis mae ma sis pai ,es t faze sis Vida logo is t fca sem tempo e capacidad p faze sis traboi sis preocupação eh espia forma de ranja dnher facil …DPOS QUEM T PAGA EH KIS POLITICOS ,… TRABALHADORES D KEL LUGAR LA EH TUD UNS LAROP ,ja te NA ORA DE paras kes abuso…

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