Lula da Silva diz não ser lobista

16/05/2013 01:47 - Modificado em 16/05/2013 01:47
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Lula da silva3Lula da Silva respondeu às críticas de que ganha fortunas fazendo lobby através de palestras e consultas pagas por empresas interessadas em negócios com o governo, afirmando que não se considera um lobista e sim um divulgador.

 

E o ex-presidente brasileiro alfinetou os críticos, afirmando que a raiva deles é por ele estar a ganhar muito dinheiro fazendo inúmeras palestras no Brasil e pelo mundo. “Eu não sou lobista, não sou conferencista, não sou consultor. A única coisa que eu sou é um divulgador das coisas que eu fiz neste governo. E o pessoal está preocupado é porque eu cobro caro e não digo quanto cobro”, disse Lula.

O ex-governante falou durante a apresentação de um livro sobre os 10 anos do Partido dos Trabalhadores, PT, no poder, oito dos quais sob o seu comando e dois sob comando de Dilma Rousseff. O lançamento da obra, que foi realizada em jeito de colectânea de entrevistas e depoimentos, decorreu em São Paulo e não estava previsto que Lula falasse, mas ele de repente mudou de ideias e participou no debate, aproveitando para dar uma nova alfinetada, desta feita aparentemente no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Se as pessoas pagam para ouvir um governante fracassado, têm que pagar mais para ouvir um governante bem sucedido”, continuou Lula, para disparar depois ironicamente: “Se quiserem saber quanto cobro, contratem-me. Na hora da assinatura do contrato ficarão a saber.”

Lula explicou que preferiu participar num livro como aquele (em que deu uma entrevista de 20 páginas, mas em que participaram e opinaram também várias outras pessoas) do que escrever uma obra sobre o seu governo em jeito de auto-biografia, como fez Fernando Henrique Cardoso. Segundo argumentou Lula, porque um presidente nunca pode dizer tudo e a obra acaba por ficar chata.

“Nenhum presidente pode escrever um livro de verdade, porque não pode contar tudo o que aconteceu nas relações dele no cargo presidencial, nas conversas com outros chefes de estado, nas reuniões com ministros. Então seria uma biografia “meia-boca” (o que significa fraca, sem graça, algo mal feito), daquelas do estilo eu me amo, só com virtudes, sem defeitos”, rematou.

 

 

dn.pt

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