Porto Grande do Mindelo: Taxa de circulação de peões no cais vai ser retirada

16/05/2013 01:08 - Modificado em 16/05/2013 09:26
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enapor 1A taxa de setenta escudos aplicada aos peões que acessam ao cais, normalmente para o desembarque de pequenas mercadorias, será retirada em breve, avança o administrador delegado Jorge Maurício ao NN. Um valor que para os utilizadores do cais é “injustificável”, visto já existir a Taxa de Utilização do Porto (de trinta escudos) paga pelos passageiros, em vigor desde Março deste ano.

 

“O regulamento de tarifas do Porto estabelece que todo aquele que tiver necessidade de aceder ao Porto terá de pagar a Taxa de Utilização do Porto (TUP). É um princípio básico de regulamento das tarifas do porto. As pessoas não podem ficar alheias a esta taxa”, explica Maurício, referindo-se à taxa de setenta escudos paga pelos peões para acederem ao cais.

Entretanto, avança o administrador, a referida taxa será, em breve, retirada uma vez que a mercadoria por si já paga a TUP e o tráfego de mercadorias. “Na nossa organização interna estamos a preparar um regulamento de interpretação da própria tabela de tarifas para dissiparmos todas as dúvidas. As pessoas que acedem ao porto para fazerem o levantamento das pequenas encomendas não vão pagar a taxa de acesso ao porto. O que está estabelecido no nosso caderno tarifário é que se deve pagar quando se justifique. Neste caso, nós entendemos que não se justifica, porque a carga pagou”, adianta.

 

“Mais uma taxa fantasma”

 

Os peões questionam o destino da taxa de circulação e a razão da cobrança deste valor, quando “só pretendem” aceder ao cais para retirar a própria mercadoria. “Mas afinal, pago a taxa porquê?”, questiona Orlando Luz que diz ser “mais uma taxa fantasma que ninguém sabe para que serve e que não se justifica. O acesso é praticamente vedado e tem-se que pagar uma espécie de portagem para quem pretenda retirar alguma encomenda do barco e isso é injustificável, quando o que eu preciso é nada mais nada menos, que fazer o trajecto em direcção ao barco, retirar a minha mercadoria e voltar”.

Nadina Ivone, santantonense residente no Mindelo há mais de seis anos, vai regularmente ao cais levantar pequenas encomendas enviadas pela mãe. Também diz não perceber a razão da existência da taxa de setenta escudos, pois diz não utilizar nenhum dos serviços prestados pela Companhia. “É justificável para os passageiros e já existe a taxa de trinca escudos que depois reverte para a cobertura dos custos do porto. Mas para as pessoas que precisam apenas de retirar pequenas encomendas do cais e que não utilizam os serviços disponíveis, já não se justifica”.

Sobre isto, sublinha Maurício “a taxa do passageiro para a TUP não é só para a Gare Marítima. É para toda a instalação portuária: para o serviço de segurança portuária, de iluminação do porto, do espaço portuário, do molhe de atracação do navio, da rampa que dá acesso ao navio. Para isto tudo tem que se pagar”. No entanto, finaliza dizendo que “por uma questão de facilidade” os peões serão isentos do pagamento desse valor, pois “nós entendemos que, uma vez que a própria mercadoria já paga, a pessoa pode lá ir fazer o levantamento da mesma: que deve pagar na origem e no porto de destino”.

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