Google melhora motor de pesquisa com o Knowledge Graph

21/05/2012 00:03 - Modificado em 20/05/2012 17:47
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A Google introduziu um novo mecanismo de pesquisa no seu motor de busca. Chama-se “Knowledge Graph” e o que faz é dividir a informação que é relevante da que pouco interessa. O Google deixa de ver as palavras como meros algoritmos e passa a reconhecê-las tal como elas são.

 

“Quando pesquisas não pretendes encontrar uma página na Internet, pretendes alcançar respostas, perceber conceitos e aprofundar conhecimento”.

É com este conceito que a Google lança o “Knowledge Graph”, o novo e apurado motor de pesquisa que vai deixar de mostrar apenas informações e simples resultados dos termos pesquisados para passar a mostrar um resultado que se adapta melhor à procura que o utilizador faz.

O novo mecanismo da Google vai funcionar como uma grande teia de informação que consegue estabelecer relações históricas, sociais e temporais entre diferentes termos.

No “Knowledge Graph” as palavras deixam de ser vistas como meros algoritmos de pesquisa e passam a ser reconhecidas como elas são, seja uma pessoa, uma cidade ou uma empresa.

A título de exemplo, se o utilizador fizer uma pesquisa sobre a física Marie Curie, vários podem ser os resultados, desde a biografia da cientista, até ao filme feito sobre ela.

No Gráfico do Conhecimento (em tradução livre), ao escrever o termo que procura vai aparecer, do lado direito da página de resultados, uma descrição da cientista com nome completo, ano de nascimento e morte, nome do marido, dos filhos, onde viveu, entre outras informações.

Por baixo dessa informação vão surgir outros dados relativos que podem vir a interessar o utilizador, neste caso, podem aparecer nomes de mais cientistas ou dados sobre as descobertas de Marie Curie.

O sistema de relacionamento de informação não é novidade no mercado, sendo que o Facebook já faz sugestão de amigos baseado nos gostos em comum que ambos possam ter, contudo o “Knowledge Graph” marca a diferença no aspeto em que tem “consciência” ao apresentar resultados.

O novo mecanismo percebe o que é procurado, não se limitando a fazer uma rede de palavras semelhantes.

O “Knowledge Graph” não é infalível, mas aprende com os erros e com os resultados positivos acumulados.

Se for sugerido ao utilizador um determinado conteúdo que não tem nada a ver com o verdadeiro motivo da pesquisa, assim que o erro seja reportado, o motor de busca regista e da próxima vez que alguém fizer a mesma pesquisa vai ter em conta o sucedido.

Para além disso, o Google Search vai recolher dados das utilizações correctas para tornar as sugestões ainda mais precisas.

Esta nova função é o resultado de um trabalho realizado nos últimos dois anos e levou a que a Google analisasse, recolhesse e catalogasse não apenas as páginas web, mas também os seus conteúdos.

Ao fim deste tempo foram recolhidos mais de 500 mil objectos e mais de 3,5 mil milhões de referências e relações entre estes objectos.

A actualização no modelo de busca ainda só existe nos Estados Unidos da América e prevê-se que nos próximos dias fique disponível por todo o mundo.

 

Jn.pt

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