Bens do ex-tesoureiro da Shell penhorados para saldarem os 51 mil contos desviados

15/05/2013 01:04 - Modificado em 15/05/2013 01:04

Roubar-empresaO Primeiro Juízo Crime da Comarca de São Vicente ordenou a penhora da residência e dos móveis do cidadão Orlando Ramos, ex-tesoureiro da Shell para venda judicial. Com o despacho do juiz Antero Tavares, Orlando Ramos já condenado em Tribunal por desfalque de cerca de 51 mil contos nessa empresa petrolífera, terá que arcar com as suas responsabilidades e indemnizar a Shell.

 

Em 2003, os responsáveis da petrolífera Shell, ora designada Vivo Energy mandaram realizar uma auditoria às contas da empresa na ilha de São Vicente e, findo o processo, a Shell apurou que o ex-funcionário Orlando Ramos, que desempenhou funções de tesoureiro de Janeiro de 2001 a Maio de 2003, havia desviado cerca de 51 mil contos dessa empresa petrolífera.

Com esta situação, a Shell pediu o arresto preventivo dos bens de Orlando Ramos para que pudesse recuperar o dinheiro e apresentou uma queixa-crime contra o ex-tesoureiro que viria a ser detido e condenado em 2010 pela prática de um crime de abuso de confiança.

O juiz Bernardino Delgado que desempenhava as funções no Primeiro Juízo Crime condenou o ex-funcionário da Shell a uma pena de três anos, suspensa por quatro anos, e à obrigação de indemnizar a Shell em cerca de 51 mil contos. O Supremo Tribunal de Justiça confirmou a decisão da primeira instância, mas até esta data, Ramos não fez a liquidação do dinheiro.

O NN apurou que “o cidadão Orlando Ramos foi notificado do despacho do juiz Antero Tavares que culmina na penhora dos seus bens para que a empresa lesada seja indemnizada dos prejuízos sofridos devido ao desfalque. O cidadão tem dez dias para exercer o direito de defesa mas, neste caso, ele não se pode opor à decisão judicial porque há uma sentença de trânsito em julgado, pelo que ele tem uma dívida com a Shell para ser saldada”.

Neste sentido, os responsáveis da Shell que pediram o arresto dos bens, uma residência, que na altura foi avaliada em cerca de 39 mil contos, viaturas e contas bancárias interpuseram uma acção de execução da sentença penal e o processo de arresto foi convertido em penhora para que os bens sejam colocados em hasta pública para venda e, caso não houver compradores, a Shell fica com os bens por conta de saldar a dívida.

  1. Cidadão

    Numa empresa como a Ex-Shell, agora Vivo, é impossível um simples tesoureiro (cargo que ocupava antes) desviar este valor sozinho! Há mais gente envolvida, e o Sr. Orlando com certeza vai se defender e apresentar provas. Agora, resta saber se essa pessoa ou pessoas envolvidas se encontram em Cabo Verde ou entre nós??? Essa é questão!!!!

  2. C. Lopes

    Este teve a sorte diferente do funcionário da Câmara de S.Vcente. Não teve ninguém para o aconselhar porque se tivesse entraria como voluntário na Câmara e não vira penhora dos seus bens. Agora as pessoas devem ser funcionários das Câmras de S. Vicente, Paul, Tarrafl de S. Nicolau, Boavista, Maio, Sal, Brava, S. Domingos, Ribeira Grande Santiago, Santa Catarina. Ribeira Grande Santo Antão. Essas Cãmaras têm como Advogado o Doutor Carlos Veiga com este meio Qualquer Juiz não dà pena.

  3. Idiota

    The “citizen” is a perfect idiot… talk is cheap. Only 3 years? He should take way more than that.

  4. Cidadão SV

    Sera por causa disso k o Engº Canuto se Suicidou?

  5. Abigail

    Pois é. Aquele grande prédio no Alto S. Nicolau….O grande problema de Cabo Verde é que as pessoas ficam milionárias da noite para o dia e não se fazem investigações a essas súbitas riquezas. Trabalho honestamente há mais de 25 anos e ainda estou a pagar o dinheiro que o Banco me emprestou para construir a milha modesta habitação.
    Tenho dito.

  6. agente judiciário

    cidadão maldoso!

    Ainda temos em Cabo Verde a aptência para salvar o ladrão.
    Lançar farpas e suspeitas é coisa de covardes.
    O processo foi limpo e sémpre houve apenas um único suspeito, depois arguido e agora culpado.
    Por quê pensar que poor ser muito dinheiro haveria outras pessoas envolvidas?
    Álvaro dos Reis era apenas um e ninguém roubou como ele.

  7. Oh cidadão

    mais pareces o culpado a querer defender-se de um processo que foi devidamente esclarecido. queres envolver por arrastamento e através de suspeitas outros culpados?
    isto não vai minimizar a culpa do infractor.

  8. Fernando Delgados

    Nada de demagogia.Há necessidade de chegar com esse processo ao fim.Liquidar o que se tem que ligar a arrancar com nova vida.Se a justiça fosse mais celére nas suas decisões haveria menos prejuízo para todas as partes.
    A justiça em Cabo-Verde só serve aos advogados.

  9. Cidadão

    Caro “Oh Cidadão”, se conheces o sistema informático e de contabilidade da Vivo ou da ex-Shell, de certeza chegarias a mesma conclusão. Se tens dúvida, fala com alguém desta empresa e verás que é impossível roubar tal quantia, sem a conivência de mais gente. E outra coisa, presta atenção no comentário do Sr. “Cidadão SV”. E ao “agente judiciário”, não estou defendendo o bandido, apenas estou comentando aqui, ele não pode estar sozinho envolvido neste esquema, ou seja, há mais gente envolvida.

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