Trabalhadores podem recorrer ao Tribunal para reaverem remunerações

15/05/2013 00:32 - Modificado em 15/05/2013 00:32
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cimentos cabocemO futuro dos trabalhadores da fábrica de cimento pozolânico Cabocem, na cidade do Porto Novo, continua a ser incerto. Mas o NN sabe que a fábrica corre o risco de fechar as portas a qualquer momento, com a decisão do despedimento colectivo dos operários. E, para evitar que haja transtornos, os funcionários não descartam a hipótese de interporem uma acção judicial para reaverem os próprios salários.

 

O NN apurou que os 23 operários da fábrica de cimento pozolânico Cabocem, reuniram-se neste fim-de-semana em assembleia com o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão para analisarem a situação por que passam, uma vez que os responsáveis dessa unidade fabril continuam a não arcar com as responsabilidades no pagamento dos salários, já que o funcionamento da fábrica parece ter os dias contados.

A viver em situação de penúria, os trabalhadores continuam a deslocar-se ao emprego, mas estão preocupados com o próprio futuro, porque continuam sem receber sete meses da própria remuneração e não conseguem ver uma luz ao fundo do túnel para a solução dos seus problemas.

 

Resolução

Com a perspectiva da Cabocem avançar para o despedimento colectivo, os funcionários já tomaram uma decisão pois, segundo um dos participantes da reunião, “a assembleia com o sindicato serviu para analisar o problema e, no final, chegou-se a um consenso. Já há uma decisão formalizada para resolver a situação, mas por recomendação do advogado e para evitar entraves na conclusão do processo, a solução só será tornada pública no final desta semana”.

O certo é que o desespero continua a assombrar os funcionários que apenas exigem o próprio salário para iniciarem uma vida nova. Mas, para darem esse passo e não correrem o risco de regressarem a casa de mãos a abanar, os operários vêem nas instâncias judiciais, um recurso para garantir o pagamento dos anos de serviço.

Isto, caso a fábrica Cabocem encerrar as portas por decisão dos responsáveis ou do Ministério Público, já que  a Inspecção Geral do Trabalho realizou uma vistoria à unidade fabril, detectou falhas nas condições de trabalho e sugeriu ao MP que encerrasse a fábrica.

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