G8 defende Grécia numa zona euro forte

21/05/2012 00:00 - Modificado em 21/05/2012 00:07
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Crescimento, estímulo, emprego: estas foram as palavras-chave da cimeira do grupo do G8, com os líderes reunidos na residência oficial do Presidente norte-americano em Camp David especialmente focados na crise do euro. Uma toada da maioria dos líderes que deixou sob pressão a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo foco tem sido a necessidade de medidas de austeridade e de limite do endividamento.

 

Os líderes do G8 disseram concordar “na importância de manter a Grécia numa zona euro forte e coesa”, segundo o comunicado final citado pela emissora britânica BBC, e afirmaram “o interesse na manutenção da Grécia na zona euro, enquanto cumpra os seus compromissos”.

Uma possível saída da Grécia do euro tem sido abertamente evocada — e os responsáveis políticos europeus têm dito em coro que os gregos deverão decidir, eles próprios, se querem ficar ou não na zona da moeda única nas eleições de 17 de Junho. Mas muitos gregos não vêem estas eleições assim: consideram-nas antes uma votação para escolher entre um campo pró-memorando (o acordo com a troika) e outro anti-memorando.

Enquanto isso, nos EUA, Barack Obama está preocupado com os efeitos que uma crise do euro possa ter no outro lado do Atlântico — e em consequência na campanha para a sua reeleição — e terá pressionado os seus parceiros europeus para mais medidas de crescimento e menos preocupação com a dívida.

Mas no comunicado final, os líderes do G8 defenderam tanto o crescimento como a disciplina fiscal. E reconheceram que “as medidas certas não são as mesmas para cada um de nós”.

A reunião do G8, em que se juntaram ainda os primeiros-ministros do Reino Unido, David Cameron, do Canadá, Stephen Harper, de Itália, Mario Monti, do Japão, Yoshihiko Noda, da Rússia, Dmitri Medvedev (substituindo o Presidente, Vlamidir Putin), e ainda o Presidente francês, François Hollande, antecede a cimeira europeia de 23 de Maio, em que os líderes deverão apresentar propostas concretas de investimento para estimular o crescimento.

A reunião não ficou marcada apenas pela frente comum contra Merkel. Houve outras discordâncias: David Cameron garantia que nunca concordaria com a ideia do Presidente francês, François Hollande, de um imposto sobre transacções financeiras. Ambos pareciam, no entanto, partilhar a ideia de que o Banco Central Europeu deveria poder emitir moeda e emprestar dinheiro tanto a bancos como a países em dificuldades, uma ideia que costuma esbarrar no medo alemão da inflação e no temor de que isto faça os países em dificuldades interromper as reformas estruturais.

 

Publico.pt

 

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