Mestre de pesca arguido na “Lancha Voadora” acusa PJ de perseguição

13/05/2013 01:26 - Modificado em 13/05/2013 01:27

perseguicaoJacinto Mariano, mestre de pesca acusado dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e posse ilegal de arma de guerra no processo “Lancha Voadora” quebrou o silêncio e denuncia aquilo que considera ser uma discriminação por parte da Polícia Judiciária.

 

O mestre de pesca defende a sua inocência no caso e salienta que a PJ persegue-o por estar em liberdade e que a autoridade criminal fez “vista grossa” quando o seu filho desapareceu e quando denunciou o roubo de equipamentos da sua embarcação.

Jacinto Mariano afirma que a Polícia Judiciária pressionou-o para falar sobre um caso que desconhece e salienta que “nunca fiz nada de ilegal, por isso, não posso ser acusado de crimes que não cometi e por causa dessa situação passei a ser perseguido por agentes da PJ que tentam justificar a acusação contra a minha pessoa”.

Casos

Mas o cidadão acrescenta que a Polícia Judiciária tratou-o de maneira diferente quando este tentou resolver dois casos que o afectaram “quando o meu filho, William desapareceu em 2002, a PJ nada fez para saber do seu paradeiro. Há alguns meses denunciei o roubo de equipamentos do meu barco que está a aguardar reparações e cujos prejuízos rondam os 500 contos e a Polícia não atendeu a minha queixa, isso demonstra haver uma discriminação”.
De realçar que em Dezembro de 2011, Jacinto foi detido por suspeitas de envolvimento no caso “Lancha Voadora”, processo onde o Ministério Público acusa vários cidadãos dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e posse ilegal de arma de guerra.
Jacinto Mariano foi presente ao Tribunal na fase inicial do processo e, com base nos factos apurados em primeira instância, o Juízo Crime aplicou-lhe Termo de Identidade e Residência, ordenando que o cidadão aguardasse o desfecho do caso em liberdade.

Defesa

Em declarações ao NN, Jacinto afirma não ter qualquer ligação ao caso “Lancha Voadora”: “fui constituído arguido só porque a Polícia Judiciária tirou-me duas fotos à conversa com um dos cidadãos que também foi constituído arguido. A PJ acusou-me de participar no transbordo de 500 kg de estupefacientes, mas a verdade é que não participei em qualquer acto ilícito e em Tribunal ninguém apresentou provas verídicas sobre esse facto”.
O entrevistado refuta a acusação de lavagem de capital e posse de armas de guerra, defendendo que não foi detido e nem visto na posse de armas de fogo e muito menos de dinheiro .
Jacinto Mariano acrescenta que “nunca tive qualquer problema com a justiça, pois não sou delinquente. Não tenho quaisquer bens de proveniência de prática ilícita e nem valores monetários exorbitantes. Sou uma pessoa que vive da pesca, pelo que na minha conta bancária tenho apenas dez mil escudos destinados a um contrato bancário de apoio, mas que está congelado por causa do processo”.

  1. Monteiro

    Essa estória do desaparecimento do teu filho stá mal contada.
    Todas as pessoas de Chã de Alecrim sabem bem o que aconteceu.
    Maldito

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