Nawaz Sharif declara a vitória nas eleições no Paquistão e Imran Khan felicita-o

13/05/2013 00:48 - Modificado em 13/05/2013 00:48
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Nawaz SharifUma vitória oficial só será declarada com a confirmação da comissão eleitoral, mas Nawaz Sharif, ex-primeiro-ministro e líder da Liga Muçulmana (PLM-N), anunciou poucas horas depois do fecho das assembleias de voto que era vencedor das eleições legislativas deste sábado no Paquistão, depois de cinco anos passados na oposição.

 

“Devemos agradecer a Alá ter dado à PLM-N outra oportunidade de servir o Paquistão”, afirmou frente a uma multidão de apoiantes na cidade de Lahore. “Os resultados continuam a cair, mas temos já a confirmação de que a PML-N vai emergir como o principal partido.” O seu principal rival, Imran Khan do Movimento para a Justiça (PTI) reconheceu a derrota e felicitou Sharif.

 

Mais tarde, num discurso na televisão a partir do hospital onde recupera de uma forte queda, Imran Khan saudou o avanço democrático que esta eleição representa, mas evocou as acusações de fraude feitas por membros do seu partido. Sem dar pormenores, anunciou que o PTI “publicaria um dossier” fazendo um levantamento dessas irregularidades.

 

Este domingo, e quando estava escrutinada mais de metade dos votos, segundo a AFP, a Liga Muçulmana tinha garantido 115 dos 272 assentos parlamentares decididos por eleição, a uma distância confortável do Movimento para a Justiça (PTI) de Imran Khan, antiga estrela do críquete e do Partido do Povo (PPP, da dinastia Bhutto) no poder desde 2008 mas que deverá terminar em terceiro. O Parlamento dispõe de 342 lugares, mas 60 estão reservados a mulheres e dez a membros das minorias não muçulmanos.

 

A participação estimada de 60%, a confirmar-se, será a mais alta desde 1977, apesar da violência que resultou em 26 mortes em atentados em Karachi, Peshawar e noutras localidades e depois duma sangrenta campanha em que 150 pessoas terão morrido em acções ligadas às eleições no último mês.

 

Nawaz Sharif prepara-se para formar um governo de coligação para, como disse, “resolver os problemas do país”. O líder da Liga Muçulmana, que regressa ao poder depois de ter sido deposto num golpe militar em 1999, tem como principais desafios a economia e os taliban, escreve a AFP.

 

Para o Paquistão, esta é uma eleição histórica por ser a primeira vez desde a independência que um governo democraticamente eleito dá lugar a outro que chega ao poder em eleições e não através de um golpe militar.

 

 

 

jn.pt

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