Cabras destroem propriedades agrícolas em São Nicolau

6/05/2013 00:22 - Modificado em 6/05/2013 00:22
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cabrasOs agricultores da localidade da Praia Branca, ilha de São Nicolau, ponderam realizar ou não as sementeiras, uma vez que não conseguem debelar um problema que lhes afecta a vida: a invasão de gado caprino nas propriedades agrícolas que devora as culturas e destrói as propriedades.

 

Para a população, a situação das cabras à solta na localidade tornou-se numa praga, já que os animais conseguem destruir numa noite uma propriedade e deixam avultados prejuízos aos proprietários. Os agricultores suspeitam que o número de cabras ronde as 800 unidades e que são apontadas como “animais semi-selvagens que nasceram e se multiplicaram nos campos e capazes de saltarem qualquer propriedade”.

Clarice Soares, em declarações a SNDiário afirmou que em 2012 pagou a um grupo de indivíduos para semearem nas suas propriedades, mas que este ano não obteve sequer um grão de feijão porque as cabras devoraram as culturas.

Clarice sublinha que “Fui-me queixar à Câmara Municipal do Tarrafal e recebi uma indemnização no valor de 27 mil escudos que não chegou nem sequer para cobrir as despesas investidas. Este ano estou com medo de semear porque vi quatro terrenos de produção agrícola a serem destruídos”.

Mas, para resolver a situação, os agricultores da Praia Branca reivindicam a alteração do Código de Postura Municipal que regula a criação de gado e a agricultura. “A situação de destruição de propriedades e de culturas ultrapassa um milhão de contos, já fomos à Câmara Municipal para pedir que a lei seja revista mas, até agora, não obtivemos nenhuma resposta e, este ano, a agricultura está comprometida” esclarece José Brito.

De realçar que os agricultores garantem que a maioria das cabras que estão à solta na Praia Branca pertencem a um cidadão, Alfredo Lopes que reside na Alemanha e que deixou os animais por conta da irmã, Deolinda Lopes. A cidadã afirma ter a noção que essas cabras têm causado avultados prejuízos à população, inclusive que também ela tem sido vítima de danos nas suas propriedades.

No entanto, esclarece que “temos um pastor pago mensalmente para pastorear os animais mas tem sido difícil controlar a situação e também ninguém garante que são apenas as cabras do meu irmão que estão a provocar prejuízos nas propriedades. Porém, já mandei construir currais e, à medida que se vão capturando as cabras, vão sendo mortas e a carne é enviada para a ilha do Sal para ser comercializada”.

 

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