Um ano depois Itero Barry fica em prisão preventiva por suspeita de burla e falsificação de notas

6/05/2013 00:13 - Modificado em 6/05/2013 00:13

detector notasO Tribunal da Comarca de São Vicente decretou prisão preventiva ao cidadão guineense, Itero Barry detido por suspeitas de burla e falsificação de notas. A detenção do indivíduo surge na sequência de um mandado de captura emitido pelo Ministério Público, mas o certo é que, agora, o caso vai rumar para o Supremo Tribunal da Justiça.

 

Em Março de 2012, a Polícia Judiciária deteve Itero Barry na zona da Ribeira Bote e, durante uma revista na sua viatura, foram encontradas notas falsas no valor de 1030 contos cabo-verdianos.

Presente ao 2º Juízo Crime, o juiz mandou soltar o homem por considerar que a PJ não respeitou os requisitos legais ao revistar a viatura do suspeito e ao apreender o suposto dinheiro falso sem dispor de um mandado judicial para efectuar a busca. E ainda, o magistrado sublinhou no seu despacho que o detido foi presente ao Tribunal fora do prazo legal e que não foi feita nenhuma análise laboratorial que comprovasse a falsidade das notas.

A situação criou um curto-circuito entre a Polícia Judiciária e o Segundo Juízo Crime, com a PJ a defender que não se tratou de uma detenção ilegal porque foram respeitados os requisitos previstos pelo artigo 10º da lei de segurança interna e prevenção.

 

Decisão Judicial

 

A verdade é que Itero Barry esteve em liberdade durante um ano porque o Ministério Público emitiu um mandado de captura a nível nacional para deter o cidadão. E, esta semana, Barry foi detido pela PJ na cidade da Praia e transferido para a ilha de São Vicente.

Depois de realizar a audiência de interrogatório, o Primeiro Juízo Crime decidiu aplicar ao indivíduo a medida de coacção mais grave, a prisão preventiva. Itero Barry está agora detido na Cadeia de São Vicente para responder em Tribunal sob a acusação dos crimes de burla e de falsificação de notas.

Este online sabe que este caso vai conhecer novos capítulos e que o Supremo Tribunal de Justiça será chamado a intervir para revogar a medida de coacção aplicada pelo Juízo Crime da Comarca de São Vicente. É que a defesa de Barry vai interpor um recurso no STJ para anular os fundamentos do despacho do juiz de aplicar a prisão preventiva e que uma das razões do recurso de impugnação tem a ver com o facto do cidadão não ter cometido qualquer delito durante o período que esteve em liberdade.

  1. Monteiro

    Gostaria muito de saber que é esse Juiz.
    Sinceramente.

  2. olheiro

    ai nox justiça …que vergonha

Os comentários estão fechados.

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