Pescadores reclamam por arrastadouro de botes

30/04/2013 00:36 - Modificado em 30/04/2013 00:36
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PortoNovoOs pescadores da localidade de Monte Trigo, concelho do Porto Novo, ilha de Santo Antão, clamam há vários anos pela construção de um arrastadouro de botes. Para a classe, a implementação dessa infra-estrutura marítima representa uma aspiração para resolver os problemas que enfrentam no sector das pescas.

De acordo com os pescadores, a falta de um arrastadouro tem condicionado a actividade pesqueira na localidade de Monte Trigo. É que a inexistência dessa infra-estrutura afecta a comunidade piscatória que, devido às condições adversas do mar, enfrenta dificuldades para arrastar as próprias embarcações para o mar ou para colocá-las em terra.
Em declarações à Inforpress, o pescador Herculano Delgado afirmou que “a construção do arrastadouro em Monte Trigo facilitaria muito a vida dos homens do mar, porque muitos botes têm sofrido danos que seriam evitados caso existisse essa infra-estrutura de apoio à pesca”.
O certo é que em 2001, a Câmara Municipal do Porto Novo tentou em duas ocasiões, no quadro do programa de luta contra a pobreza, construir um arrastadouro de botes em Monte Trigo, mas os dois projectos fracassaram devido aos erros cometidos na concepção dos projectos.

Construção

Neste sentido, António Santos sublinha que é possível dotar essa zona piscatória de um arrastadouro ou de um “pequeno” cais de pesca, desde que o projecto seja bem elaborado. Santos conclui dizendo que “esse equipamento facilitaria também os turistas e as autoridades que visitam Monte Trigo, cujo desembarque faz-se, geralmente, em condições difíceis”.
Recorde-se que para além do arrastadouro, há vários anos que os moradores e pescadores da localidades de Tarrafal de Monte Trigo pedem ao Governo e à Câmara Municipal do Porto Novo a construção de um muro da baía do Tarrafal de Monte Trigo, uma vez que o estado agitado do mar com ondas entre os três e os quatro metros de altura continua a ameaçar essa comunidade, invadindo as casas e impedindo as actividades pesqueiras nessas regiões onde a pesca se afigura como a principal actividade de sustento da maioria das famílias.

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