Vem aí um programa estrutural do FMI com o PR a ” puxar as orelhas” ao Governo

26/04/2013 00:53 - Modificado em 26/04/2013 00:53

Jorge Carlos FonsecaO Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, considera que Cabo Verde tem que “adoptar políticas públicas mais adequadas, mais lúcidas, mais inteligentes para que os objectivos preconizados sejam atingidos”. E, para que isso aconteça, o país tem que “estar atento, ser objectivo e pragmático”. O presidente tem realizado um conjunto de audições com o Governo, o Banco de Cabo e economistas de forma a inteirar-se da situação económica do país.

 

Estes comentários do Presidente da República surgem na sequência da publicação das medidas sugeridas pelo FMI para Cabo Verde no seu site oficial . Das sugestões do FMI, Cabo Verde precisa de reduzir a dívida pública dos actuais 83% para níveis próximos de 75%. Para isso, aconselha a que se submeta a um programa de ajustamento económico. Ainda acerca da dívida pública, o FMI afirma que a “dívida está a crescer alcançando níveis elevados”.

 

As justificações apontadas pelo FMI residem na proximidade do país com a zona euro, podendo reflectir o contágio da situação vivida naquela parte do mundo, sendo necessário garantir a estabilidade do escudo no âmbito do acordo de paridade cambial com o euro. Estas medidas centram-se na prevenção da economia e da degradação da economia nacional. Além desses factos, o FMI diz serem necessários cortes nas despesas à volta dos 2% do PIB, enquanto que as receitas devem aumentar 2,5%.

 

Para o Presidente da Republica, é necessário adoptar essas medidas que levam ao crescimento da economia e gerar empregos.

 

  1. antónio dos santos

    Só o Jornal a Semana consegue andar na contra mão publicando informações para branquear a situação. É preciso construir alternativas para esse País e para a ilha de S. Vicente. Lideranças sérias e comprometidas devem afirmar-se já, tal como o Jornal Noticias surgiu sem meios e já aparece no firmamento como uma potentosa arma em defesa do País e do Norte. Estamos perante uma situação que muito assemelha aos anos 90 e, é nesses momentos que a nossa garra deve despontar, como um todo colectivo.

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