Assad está “cego” e “fora da realidade”, diz oposição

21/04/2013 21:42 - Modificado em 21/04/2013 21:42
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Presidente sírio diz que a Al-Qaeda domina a rebelião na Síria e avisa que será o fim do país se ele for derrotado.

 

Syria2A coligação nacional da oposição síria declarou nesta quinta-feira que Bashar al-Assad está “fora da realidade”, reagindo assim à difusão, na véspera, de uma entrevista do Presidente da Síria.

 

A entrevista “revela que ele está fora da realidade e cego à corrupção, devastação e banho de sangue que ele próprio provocou”, considerou a oposição em comunicado.

 

Numa entrevista de uma hora ao canal estatal sírio Al-Ikhbariya, Assad afirmou que uma derrota do seu regime face aos rebeldes, que como sempre qualificou de “terroristas”, significaria “o fim da Síria”.

 

“Não temos outra opção que não seja a vitória, porque se não formos vitoriosos será o fim da Síria”, disse o Presidente, afastando-se cada vez mais de qualquer possibilidade de compromisso para pôr fim a uma guerra civil que dura há mais de dois anos e que, segundo a ONU, já provocou 70 mil mortos.

 

Assad disse que o seu destino é uma “decisão do povo”, dando a entender que voltará a candidatar-se a Presidente no final do seu mandato em 2014.

 

O líder sírio atacou a oposição política, que está quase toda no estrangeiro, duvidando do seu patriotismo, minimizando o seu apoio entre a população e considerando que não está à altura de participar num diálogo com Damasco.

 

“A Al-Qaeda domina a rebelião na Síria”, disse Assad. E avisou o Ocidente que está a brincar com o fogo ao financiar os milhares de combatentes daquela organização que, segundo ele, combatem na Síria e que irá “pagar caro” se continuar a fazê-lo.

 

Assad também deixou um aviso à vizinha Jordânia. “O incêndio não vai parar nas nossas fronteiras, toda a gente sabe que a Jordânia também está tão exposta como a Síria”, afirmou, acusando Amã de treinar combatentes rebeldes e facilitar a entrada de “milhares” deles na Síria.

 

 

A abordagem do Presidente sírio “é comparável com a dos tiranos”, termina o comunicado da coligação da oposição, que volta a chamar para si a qualidade de “órgão representativo para todos os sírios”.

 

publico.pt

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