Carlos Veiga: “baixa na dívida pública não ameniza situação económica do país”

20/04/2013 00:00 - Modificado em 19/04/2013 23:47
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carlos veiga2O presidente do Movimento para a Democracia, MPD, Carlos Veiga, garante que o facto de os cálculos da dívida pública terem baixado de 96 para 83% não ameniza a situação económica do país que considera “excessiva” e com tendência para crescer ainda mais.

“Nós temos estado a criticar o Governo em relação a dívida baseando nos próprios dados disponibilizados pelo executivo. Para nós os 83% do Produto Interno Bruto, PIB, sem a dívida contingente da Electra ou dos TACV é a mesma coisa que estar a mais que 100%”, explica Veiga, avançando que já vinham “ criticando o aumento da despesa já com base nos 83%” admitido pela directora do Fundo Monetário do Investimento, FMI, após reajuste dos cálculos anteriormente avançados pelo relatório.

Veiga assevera que será necessário uma “aposta forte num programa de reformas económicas e institucionais” e reafirma a sua intenção de se aliar ao Governo para “consensualizar as melhores soluções”, esclarecendo que o MPD não estará disponível para a contratação de mais dívidas e para a degradação dos indicadores económicos do país”. Continua o líder do MPD, afirmando que “esta situação só trará resultados negativos [para o país] no que respeita ao crescimento económico, ao desemprego e no que respeita ao bem-estar das pessoas e à actividade económica das empresas”.

“Nós não nos consideramos os donos da verdade, portanto estamos abertos a discutir propostas do Governo, apresentar as nossas propostas e contrapropostas, conceder, ceder e consensualizar o melhor que for para Cabo Verde e nesse quadro falar a uma só voz junto dos nossos parceiros e junto dos investidores externos e do mercado”, afirma Veiga, em declarações aos jornalistas, após encontro com o presidente da república, Jorge Carlos Fonseca.

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