Cadeia da Ribeirinha: prisioneiros vão passar fome ou o MJ vai encomendar comida fora …Se tiver dinheiro

19/04/2013 01:48 - Modificado em 19/04/2013 10:43
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cadeia de ribeirinha_jas 2Depois dos guardas prisionais anunciarem uma nova greve, agora surgem os cozinheiros da Cadeia da Ribeirinha a anunciar a entrada em greve. Não se sabe como será o presidio sem comida e sem guardas prisionais. E nem os cozinheiros , nem os guardas parecem esperar por uma solução de um Ministério da Justiça que sequer consegue pagar as contas de telefone nos tribunais.

 

Os cozinheiros da Cadeia de São Vicente continuam a aguardar a reformulação dos seus contratos de trabalho por parte do Ministério da Justiça. O certo é que esses funcionários tencionam paralisar os trabalhos se as suas reivindicações não forem atendidas: aumento salarial, subsídio de risco, e melhoria das condições de trabalho.

A luta dos cozinheiros do estabelecimento prisional de São Vicente por melhores condições de trabalho iniciou-se em 2005, e com o passar dos anos, estes cidadãos continuam sem ver uma luz no fundo do túnel.

Para resolverem a sua situação, os cozinheiros recorreram ao Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, que expôs os problemas que afectam os responsáveis pela alimentação dos reclusos ao Ministro da Justiça. Eduardo Fortes, secretário-permanente do SINTAP sublinha que o ministro comprometeu-se em reanalisar a situação dos profissionais desse presídio.

Mas com o passar dos meses, os cozinheiros continuam a trabalhar auferindo os mesmos salários, sem fardas adequadas para realização do seu serviço, e sem subsidio de risco, uma vez que enfrentam os mesmos perigos que os agentes prisionais, já que partilham espaços da cadeia com os reclusos que cumprem penas de prisão.

 

Solução

 

Em representação dos cozinheiros, o secretário-permanente do SINTAP afirma que exigem melhores condições de vida e de trabalho. “Estão a exigir melhorias no salário, atribuição de subsídio de risco, e uma farda de trabalho, uma vez que trabalham com o seu próprio vestuário, quando o ideal é terem equipamentos adequados a um cozinheiro”.

Para resolver a situação, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública solicitou ao Ministério da Justiça a reformulação dos contratos de trabalho. A resposta do MJ foi no sentido de enquadrar os trabalhadores no Plano de Cargos, Carreiras e Salários, mas com a entrada em vigor do PCCS, os cozinheiros dos estabelecimentos prisionais não foram enquadrados.

Neste sentido, sem uma garantia de que as suas reivindicações serão atendidas pelo Ministério da Justiça, os cozinheiros, em conformidade com o SINTAP ponderam realizar uma greve, como forma de luta, se não lhes for apresentado uma solução.

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