Bombas de Boston eram feitas de panelas de pressão e rolamentos

18/04/2013 00:21 - Modificado em 18/04/2013 00:21
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Boston Marathon bomb scene pictures taken by investigators show the remains of an explosive device. The photos were produced by the Joint Terrorism Task Force of Boston, provided to Reuters April 16, 2013 by a U.S. government official who declined to be identified.   REUTERS   (UNITED STATES - Tags: CRIME LAW DISASTER SPORT ATHLETICS) NO SALES. NO ARCHIVES. FOR EDITORIAL USE ONLY. NOT FOR SALE FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNSMédicos retiraram 20 a 30 pedaços de metal de algumas vítimas e esses pedaços parecem ser demasiado uniformes para não terem vindo do interior das bombas. FBI pede colaboração dos cidadãos para que se encontrem pistas sobre os autores do atentado.

 

Mais de 24 horas depois das explosões da maratona de Boston, o FBI continuava sem um único suspeito numa investigação que parte do zero: “Eles estão a começar com os factos do acontecimento”, disse à Time Todd Hinnen, ex-procurador adjunto para a segurança nacional.

 

O trabalho dos peritos forenses começa a dar frutos, embora falte muito para terminar. “Estudar o local do crime vai demorar dias”, disse Gene Marquez, da agência que monitoriza os explosivos em circulação. O chefe da polícia de Boston, Edward Davis, falou da “cena de crime mais complexa” que já conheceu. São 12 os quarteirões encerrados.

 

As autoridades têm falado em engenhos potentes mas sem explosivos sofisticados. Segundo a Associated Press, as duas bombas foram feitas a partir de panelas de pressão de seis litros com temporizadores e estavam em sacos de lona pretos. Tudo indica que as panelas estivessem cheias de pregos ou munições e rolamentos. A combinação de pólvora e metal maximiza o efeito da explosão: os fragmentos de metal saem disparados, como estilhaços mortíferos, atingindo muitas vezes as vítimas nas extremidades do corpo.

 

Os médicos retiraram 20 a 30 pedaços de metal de algumas vítimas e esses pedaços parecem ser demasiado uniformes para não terem vindo do interior das bombas. “Penso que é improvável que fossem tão consistentes se estivessem no ambiente” e tivessem sido empurrados pela força da bomba, disse numa conferência de imprensa George Velmahos, chefe de traumatologia no Hospital Massachusetts General. Ron Wallls, do Hospital Brigham and Woman’s, disse ao jornal Boston Globe que removeu de vários feridos pregos e pequenos rolamentos “claramente pensados para funcionarem como projécteis e que só podiam ser parte do engenho”.

 

“Não sabemos quem são os responsáveis, se foi o acto de uma organização terrorista, doméstica ou internacional, se foi obra de um ou mais indivíduos perturbados. E também não sabemos as razões que estão por trás destes actos terroristas”, afirmou Barack Obama.

 

Não tinha sido detectada nenhuma indicação de ameaça iminente nem há “ameaças adicionais conhecidas”, garantiu o FBI. E, apesar das notícias sobre bombas desarmadas, “dois, e apenas dois, engenhos explosivos foram encontrados”.

 

Pista interna

A data do ataque – Dia do Patriota e último dia de entrega das declarações de impostos – aponta para a pista interna e para o envolvimento de grupos antigoverno. A ausência de reivindicação também. Mas as explosões coordenadas (bombas, separadas por 90 metros, explodiram com um intervalo de 12 segundos) são a marca do jihadismo internacional e da Al-Qaeda, que nos últimos anos recorreram a engenhos improvisados com pregos e rolamentos no Iraque e, principalmente, no Afeganistão. Aliás, os taliban paquistaneses apressaram-se a desmentir qualquer envolvimento.

 

 

 

publico.pt

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